16 de mai de 2010

Aparição (Jurandir Bozo)




E vem como uma miragem
Algo que rouba os olhares feito má aparição
Anjo luxurioso a nos tentar
E quem disse que o virtual não da vertigem?
Mesmo tonto tateio as teclas cego
Pois meus olhos se perderem no teu mato loiro
Em tuas pernas e teus esconderijos
Guarda nas botas meu fetiche
Chicotes, corselet  e mascaras para nosso carnaval
Tuas curvas, tuas palavras, meu fascínio
Vamos à festa
Vem que adoro as maledicências
Do que nominamos por mal
Sigo encantado por elas
Até que durmo e acordo do sonho
Seco e molhado
Da fantasia que não vestes para mim

Um comentário:

marizete disse...

Jurandir, poeta perfeito!!! Tuas palavras me enchem o coração de alegria. Obrigado pela bela homenagem!!
Beijo grande meu anjo.