1 de mar de 2012

Desconstruindo o Imaginário (JurandirBozo)



(Ana IV)


Vaga na imaginação
O desfecho para meus sonhos com Ana
Como se questionasse a imagem que criei
Desconstruindo meu imaginário perpetuo
Penso hoje mais que em Ana em minha cama
Sua boca, seus seios e coxas
Penso em Ana sem maquiagens
Adiciono-lhe pequenos defeitos
Trago a minha imaginação traços humanos
Dou a Ana à verdade que quebra encantos
A dor e a tristeza dos dias tempestuosos
 Peso o mau humor da sua suposta TPM
Ana sem alisamentos
Progressivamente natural
Sem batom ou esmaltes
Borrada, suada, nua
Assustadoramente livre de pudores e formalismos
Sem meias verdades
Somente Ana e mais nada
Mas imagino também os medos de Ana
Suas historias e fracassos
E como seria o som do choro de Ana
Quero saber mais e mais
Sandices intimas e fetiches sórdidos
Eu obsesso por sua beleza
Quero mais dela que mascaras e enfeites
Quero Ana e suas dores
Quero Ana e seus sabores
E ela venha como for, mas que venha pra mim
Que já a enxergo de formas diversas e reversas
E mesmo assim Ana não se cala
Ou se vai dos meus sonhos
Mesmo eu estando acordado




(poema postado em 14/12/2010)

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