1 de dez de 2009

“Bellas” Perguntas? (Jurandir Bozo)




Ando dentre os campos da minha confusão
E bem que queria eu entender-me
Situar-me entre as verdades

E as mentiras que já acreditei
Mais sou apenas um sonhador
Apenas mais uma figura qualquer
A que faz os outros rirem...
(Honrando o nome que me deram)
Ando por lugares que já me conhecem
Por espaços que sentia como meus
Vejo as pessoas passando, cantando
Num trafego de ruídos e vaidades
Que de certa forma também são minhas
Mas por mais que saiba de mim
Prefiro a empáfias do meu silencio
Em vastas palavras vazias
E por vezes até tentei falar mais do que faço
Sendo eu, sem a tinta, sem personagem
Que me condenaram a usar
Só que por um instante a prudência me tomou
E a lagrima que gritaria quem sou
Voltou-se a calar em mais uma historia engraçada
Da vida que hoje já não me suporta
Veja bem minha doce Bella
Não quero aqui ser dono da razão do universo
Mas conheço bem as minhas
Não puramente uma questão de convencimento
Tão pouco de provar a te minhas teses
Estou apenas cansado dos meus limites
De uma espera avassaladora que devora o meu ser
Das possibilidades incertas
Que me apresentam como saída para a felicidade
Estou eu hoje sem paixões
Sem estimativas ou sonhos
E por hora em quem posso acreditar
Na dor que me ganha por inteiro
Rasgando o resto de homem que sou
Ou nos elogios que pregam
Como se isso apenas fosse eu
Mais não nego que ainda a alguém aqui dentro de mim
Que chora manso na beira do rio
Covarde e tardio com relação às decisões que vitimei
Não me faltam cuidados
Falta-me conversa, carinho, afagos, sexo, atenção,
Faltam-me sonhos de futuro e grana
E mesmo assim aqui estou, vivo; ainda...
Rindo da piada que me tornei.
Então por favor, apenas me entenda
E não me faça mais as tuas “Bellas” perguntas
Pois a minha resposta é a poesia.

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