15 de dez de 2010

A Queda das Mascaras (JurandirBozo)

(Ana Sem Perguntas ou Respostas)

Desde o inicio da Festa
Que aguardo o Pós Aplausos de Ana
De corpo costurado por emendas e enfeites
Canso da fogueira das minhas vaidades também
Canso das pessoas que cercam os canapés
Canso das minhas reinvenções
Pois Ana continua longe
Mesmo com a Recorrência de poemas
Os Olhos e Risos de Ana
Voam para um espaço inóspito a minhas vontades
Desconstruindo o meu Imaginário
A Fuga de Ana dói no meu peito e nos meus olhares
Pois com ela as cores das minhas mais profundas mascaras
Perdem o brilho e não mais servem para o carnaval
(O carnaval Ana precisa sempre de brilho e cor)
Já sabemos quem seria Ana e seus plurais mais singulares
Ana e Anas até já se encontraram
Ana e Anas não se entenderam
Não se leram talvez como deveriam
E esse quem sabe não é o motivo da sua partida
Eu caio do sonho e deixo minhas mascaras no chão
Minhas costas não me toleram
E sobe pela coluna um arrepio de dor
Que assustadoramente me invade a cabeça
E me roubam os pensamentos, os pensamentos de Ana
Ficando em mim apenas um pouco das fantasias já descritas
E uma vontade de que Ela um dia possa voltar para mim
Para com um beijo encantado de desejo
Poder me despertar fazendo-me dormir
Mas não creio que ele volte pra mim
Sei que Ana chegara de sua viagem em breve
Voltara em fim do seu planeta e estrelas
Onde moram seus prazeres e delicias
Ana voltara mas voltara talvez para mais longe
Lugar onde meus escritos não chegam a Ana
Com a força para encantar ou seduzir
Ana não se sentiria seduzida por loucuras poéticas
Não creio que minhas sandices mais conscientes
Trilhassem o caminho dos sentimentos de Ana
E assim pudessem desguarnecer sua armada
Ana tem força para lutar mil batalhas
E artifícios para ganhar milhares de guerras
Mas o que quero eu de Ana
Se não tomá-la em meus braços
Olho a olho nos defrontarmos com um céu estrelado
E em fim sentir de Ana todos os seus sabores
Mas estou escorrendo lembranças no chão frio
Já não tenho palavras para alcançar Ana
E sem palavras o poeta morre de peito vazio
Na duvida entre o ser real ou o ser fantasia
Sou a soma das incertezas de Ana
Que parte de mim para ir embora
Para outros universos e estrelas
Ana se vai sem deixar respostas
Para outros mundos e outros poetas




Fico grato a todos pelos comentários e a atenção ofertada nesse saga das mascaras onde Ana foi também escrito. Talvez poucos tenham se dado conta das fotos postadas, e nelas sim a continuidade do momento da escrita, pois a necessidade das mascaras fez do ser o humo algo praticamente indecifrável e com Ana não seria diferente. Lógico que alguém me inspirou “Ana”, mas Ana é mais que uma pessoa só, é mais que uma mulher só, é uma idéia, um sonho, uma fantasia...  E fantasiar Ana em plenitude me levou a caminhos na escrita que voltaram a me empolgar nesse mundo onde o real, o virtual e o sonho se fundam fazendo do desejo muitas fezes uma realidade.

Não poderia ser diferente.
 Dedico esses poemas e Ana Claudia e a Mila Ventura.
Grato pela atenção e carinho.



2 comentários:

Capitu disse...

E quem não teve uma "Ana"?
uma amiga,
amante,
namorada,
imaginária,
incrivel...

e por tantas e várias maneiras, a Ana se cria, e sem meias palavras, a gente se apaixona.

Jurandir Bozo (Fábio Sirino) disse...

É penso meio que assim mesmo...
A poesia ganha a alma numa inspiração e seu comentário foi muitíssimo inspirador.
Grato.