15 de jun. de 2007

Telescópio (Fábio Sirino)


(“ObserVendo” Urânia...)
Um ponto de referência para enxergar-me
Uma ponta de humanidade para perceber o amor
O amor de Urânia pela vida
Uma lente para fotografar o plasma ou a energia
Algo que traduza a beleza de Urânia
Assim, quase tímida e magra.
Ela faz da fragilidade ou insegurança uma fortaleza
Em risos e gestos, com brilho de astros e cor de Sol.
Urânia não esta solitária
Ela tem planetas e sonhos junto a ela
Ela tem lembranças e amores já sofridos
Ela cheira a flor rara e nova
Ela tem gosto de vinho,
Dos mais refinados e dos mais simples dos prazeres.
Seu gosto é o meio termo entre os sabores
E do seu peito o tempero mais ardente
Em sua paixão o néctar dos que choram
Em lágrimas de vidas e cantos já passados
No planeta Urânia tudo é bem mais belo
Fotografa melhor e tem sempre ângulo bom
Nas paragens dos confins de sua imaginação, um risco
Dos encantos do planeta mais lindo que já conheci
Vais e fica distante
Que daqui ainda observo e vejo seu caminho
Mesmo sem ainda saber quem és...

9 de jun. de 2007

Rosa azul (Fábio Sirino)



(Para Ros"a" V)

Antes que cantem
Antecipo minhas verdades
Sem versões ou mentiras
As conto de forma escrachada
Quase como piada
E assim quem sabe sofra menos

No pouco convívio que tivemos
Não deu pra ver entre as pétalas
Pouco sei dos que te regam
Da suas regras e da tensão que se antecipa à elas
Sei apenas dos teus olhos caídos e lindos
Do ceu que te adorna em luz
Do que é aparente
Do possível ao disfarce
Do sonho que é meu
Da imagem que construí

Aqui longe dos doces que adoçam sua boca
Um amargor quase ingênuo
Gosto de silêncio ou sono
Sem notícias, sem contatos, sem cuidados
Distante da tua atenção
Quase perto do seu descaso

És pra mim a beleza de uma Ros"a" azul
Com ar de escuridão
O início da noite de sábado
A cor do luar em noites claras
Em lua de lobisomem
Noite de correr bicho
Assim próximo aos seus encantos
Ficam meus pensamentos e sonhos
Como se esperasse o primeiro ônibus passar
Para enfim chegar em casa e descansar .

29 de mai. de 2007

Outro dia de chuva (Fábio Sirino)


O Fim do Luau.
(Para Ros"a" IV)
Hoje percebo a distancia que se impôs
E longe dos fios avermelhados
Por onde vão às informações
Morada fria dos que se escondem.
Ali, a Rosa fica mais sorridente
Deixa ser lida em palavras e expressões
Mesmo com demora, ela sempre responde rindo
Em breves frases bem construídas
Onde não se tem aberturas para investidas
Num castelo que não se permite chuva.
No mundo azul, ela veste camiseta preta
Evita meus olhares e se empoe
Assim dona do jardim
Deixa-me distante dos teus anseios
Das tuas estórias, faz de mim um estranho
E vem com o doce na boca
Ela mostra que sabe adoçar o outro
No aniversário atrazado
Dos que me fazem bem.
Amansar ferras, ou provoca-las?
(-responda depois Ros”a” -)
Sim ela faz meus olhos caírem por terra
Só para vê-la passar e seguir
Assim sem beijo ou toques
O feminino da Rosa ainda me encanta
Me deixa fora do toque
Como se meu santo, também se rendesse a ela
E ela meio louca e linda
E ela sem me enxergar e completamente bela
No extremo de todos os poemas que já fiz
Escolho como despedida a piada
Sigo sem manifestar minha dor
A decepção por não conseguir ser notado
Ou na incompetência de não me fazer notar
Alheia a mim ou aos meus anseios
Fica a Rosa a flertar com outro cravo...
Enquanto permaneço sendo espinho.

21 de mai. de 2007

Estado (Fábio Sirino)


Pelas almas que ainda penam a procura do amor
Pelos olhos que se encantam quando enxergam a flor
Dos medos e sonhos que não se acabou
Ainda somos meninos que amam
Ainda somos meninos que enxergam o sonho
E por maior que seja a desilusão
Do bem e do mal, da carreta e do riso
Do belo, do feio e do esquisito...
Se estamos felizes ou tristes
Apenas estamos!
E não somos que estamos
Vamos viver e morrer vários momentos
De sorrisos e lagrimas
Sem ter que sublimar o mal ou o bem
Perto de ti, menina amiga
Vivi poucos e sinceros momentos
Ali eu conheci o bem que em nos habita
E o mal que podemos causar (ou nos causar)
Não canse antes do fim da luta
E não peça mais desculpa por bater em mim
Vamos prosseguir a nos afagar e ferir
Sem medo de voltar a estar triste ou feliz

20 de mai. de 2007

Fim de Chuva (Fábio Sirino)

(Para Ros"a")
Hoje acordei como se sentisse
Ainda o perfume que enfim conheci
E como é diferente sentir a Rosa de perto
Do que vê-la em meio aos jardins...
Do pouco que sei, sinto-me encantado
Pelas pétalas que te cobrem a alma
Pelos espinhos que a deixam calada
Vem de ti a doçura dos anjos
Que se percebe nos teus gestos quase meigos
Femininos ao extremo da tua dor
E o medo que a deixa mais misteriosa e bela
Vem que novos jardins te esperam
Com terra pronta para uma Rosa se deitar
Vem para os braços que querem te proteger
Sem receio ou segredos, sem perguntas retroativas
Vem que o meu sonho te espera para vivermos juntos
Até o fim de nossa chuva, ou de nossas lágrimas...

16 de mai. de 2007

Solidão Moderna (Fábio Sirino)


Tenho poucas horas
E tento fazer o melhor no uso do tempo
Faço poemas numa lan house
E os corrijo por msn
Aqui no conforto da tecnologia
Todos parecem amigos
Todos parecem amores
E eu que do lado de cá guardo minha dor
Minhas lagrimas e amores
Na distancia fria da tecnologia
No gelo vermelho dos sites de relacionamentos
No azul da sua pagina e no sufoco dos meus sonhos
Vem para mim toda solidão e desconforto
Algo vazio e sem estética
O sofrimento mesmo nos tempos modernos, é feio
Mas faz belos poemas

14 de mai. de 2007

Mal me quer? (Fábio Sirino)


O queres tu de mim?
Se negas olhares e intenções...
Já não sei como entender-te
Como ler teus recados e sugestões
Onde e quando devo mostra-me
Do sentimento que se nutre a cada sorriso teu
Da simpatia que se agiganta nos teus cachos
E da fuga que me esconde das desilusões
Talvez teu céu esteja perto demais
E o brilho dos teus olhos ofusca qualquer fraternidade
“E entre ser todos ou ser ninguém”
Chego verte nua, como se num sonho...
Num encantamento imaginado
Ter-te minha e ser teu
Na areia do rio que corre meu eu
Na sala onde esta minha intimidade
Onde repousa meu medo
Se queres que fique aos teus pés
Não esperes muito
Pois subo rápido para outras partes
Gosta e prefiro as que arrepiam
As nos deixa mais instinto que razão
Que provoque erupção dos egos e inflame o desejo
Assim úmido e suado
Então, se nem tu sabes das tuas intenções.
Deixe-me fora do teu universo
Não quero esmolas, nem piedade...
Sem maiores manifestações dos sentimentos que nutrimos
Um pelo amor e outro pela amizade...

12 de abr. de 2007

À procura da alma... (Fábio Sirino)



Busco além dos poucos contatos
Algo que me aproxime de ti
Que traga explicação e alento
Ao peito peregrino, meio moleque
Meio menino tímido
Que te busca nas noites de domingo...
Que sonha com teus anjos,
Que vê teu cabelo ondulado,
Que te enxerga, assim , suando...
Que te busca numa dança
Entre os espaços mudos da multidão,
Entre teus dedos e minha mão;
Pela melodia que desenha teu sorriso,
E pela paz que vem de ti e irradia o mundo,
Pela luz que emana nas tuas poucas palavras
Pelo teu cheiro e cor
Assim , antes de encontrar o amor:
Eu tento achar a morada da tua alma.

10 de abr. de 2007

O Critério para Sonhar (Fábio Sirino)


Vejo em teu sorriso
Os mistérios que escondes
Entre o poder do teu charme
E a beleza do teu olhar
Como se natural fosse a todos
As luzes que te cercam
Que acedem as velas e os incensos
Iluminando e perfumando cada posso de tua dança
Cada gesto e cada ato
Como num poema aplaudido em cena aberta
Faz dos poucos momentos um espetáculo
E a lembrança que fica como um sonho
Como vê um anjo no topo de uma igreja
Como se bailasse nua na chuva
Ou deitasse na grama para ver a lua cheia
Ali perto dos teus encantos
Somos meros coadjuvantes
Numa estória que nem o mais fantasioso livro
Descreveria com tamanho fascínio
Pela calma e pelo sabor da tua imagem
Do meu desconhecimento a minha música
Como vento, como surpresa
Como a cor da manhã...
Assim tua presença invadiu os meus sonhos
E sem avisar, me fez fantasiar-te em tons e melodias
Ate que partisse deixando apenas o teu nome anotado
E assim também se deu no segundo dia
Como se outro enCANTADOR
Já tivesse roubado tua atenção...
O brilho dos teus encantos
E o critério dos teus sonhos.

26 de mar. de 2007

A fotografia I (Fábio Sirino)


Ela brinca como se não soubesse
E fala de si com a insegurança de toda mulher
Ela mostra sem querer o seu poder
Ela tem “peito” pra isso e pra mais
Ela vem de vermelho
De barriga a mostra e pernas expostas
Ela joga o cabelo e para o mundo
Ela sabe de tudo
Mas se faz de desentendida
Vai com seu charme encontra o jardim
Vai de jeans e salto alto
E não grita porque sempre ri
E só não encanta quando não quer
Ela é uma menina, quase mulher
E é isso que a imagem diz
Numa foto muito sexy...

18 de mar. de 2007

Ouço cantiga na beira do rio
Nao sei se pra são ou pra chico
Aquele moço capaz de mudar o ritmo
Ele sempre vem em seu baixo
Regado como Pão de Açucar
Seu caminho forrado suor a suor
Sua respiração era nota Dó
Mas ele foi agraciado
Por conceber uma filha
Essa menina exala varias linhas
Era coco, xote, baião e até xaxado
Brincava quera gota serena
Deixarás órfãos meninos e meninas
Lágrimas em versos te dou
Pra tirar um pouco das costas a dor
Por saber o que se destina
Em certeza da grande saudade
Do Poeira Nordestina

(Cabeça de Gêlo)

27 de fev. de 2007

Eu, a bailarina...(Fábio Sirino)


Se a dança toca
O olho molha a cara
Se a dança encanta
Os olhares vai para um universo dela
E a bailarina fica como feiticeira
Se ela dança e enfeitiça
O sonho desse do palco
Chega ao espectador
Que vê e não acredita
No sonho entre cenário e luzes
Conjugue assim um desejo de publico
Será que ela também ama?
Será que ela beija ou quem será que ela beija?
Será que ela deseja?Será q ela chora?
Quem será ela?
E com a dança ela responde
- eu a bailarina

17 de fev. de 2007

Fim de Sobrevida e Inicio de Poemas(Fábio Sirino)

O caminho que tanto fiz
Depois de você ganhou um outro sentido
As ruas e avenidas são mais familiares
Parecem que me convidam
A visitar sua casa
E a cada “CArro” branco que avisto
Desperta o sonho e o desejo
Como se estivesse vindo me buscar
Do pesadelo que a saudade trouxe...
Assim se seguem os dias
Vendo a sua silhueta nos sinais
Achando que algo não se resolveu.
Mas sei que acabou
Sei que já me tem no passado
E por isso resolvi parti
Sem dar espaços para as despedidas
Tentando assim enganar a dor
E se a cada palavra falada
O assunto volta
Não nego que lhe penso
Respiro e comento aos amigos
-Sim eu amo, mas...
-Temos tanto em comum
E somos tão diferentes
Por que o platônico tinha que acabar?
Qual propósito da realidade que criamos
A não ser de nos distanciar?
Se aos outros nos fazíamos bem
Aos nossos olhos já era diferente
O jardim secava, estava eu na seca
Quando sua nuvem partiu
Molhando meus olhos espelhos d’água
Essência da cresça na paixão
-Seguir Estrela é sempre complicado
-Olhar para o escuro também...
Você foi minha manha
Quando só conhecia a noite
O passo seguinte
Quando só conhecia o berço
Você é o amor da minha vida
Quando mais preciso de motivo para morrer...
Aqui na parte alta da cidade
Distante dos seus
Tudo parece igual
Ao dia em que deitou em meu colchão
Que entrou em minha casa
E dormiu enquanto eu sonhava
As velas apagaram
Você decidiu seguir
Não tenho para quem dar flores
E o meu medo do ridículo
Guardou todas as declarações,
Os pedidos e suplicas
Para que não partisse
Mas assim se deu
O fim de uma sobrevida curta

E o inicio de vários poemas...

15 de fev. de 2007

Eri (Fábio Sirino)

Pelo teu sorriso percebo o êxito
Felicidade que habita na face dos que buscam o bem
Seja feliz e seja o que quiser ser
Seja paz e sorriso
Seja leve e não tenha medo da multidão
Seja quem é e isso basta para encantar todo vivente
De criança a homenzarrão
Segue teu ar e os ventos te protegerão
Como me guiaram ao teu universo
No meio da imensidão...

13 de fev. de 2007

Os seus encantos (Fabio Sirino)

Ela chega sem avisar
E atrasa para não esperar
Ela olha com olhos de sol
E sua pressa transpira paz
Sem maquiagem e sem batom
Se disfarça de menina
(Como se todos já não a olhassem como mulher)
E o que quer esconde
Sorri de jeito e formas diferentes
Ela nunca parece ser a mesma
Sendo ela assim tão autêntica
Beija e corre, se nega
Diz não e se entrega
Ela vê o filme e sorri
Não chora, mas respeita as lágrimas derramadas
E por entender ela não faz muitas perguntas
Eu a sinto e ela deixa
Tento ir além e ela foge
Tiro seu retrato, e ela fica
Olho para seus olhos e ela se desconserta
Linda, vai cedo para casa
Para proteger o tesouro que pensa ter
Ela acompanha e se faz presente
Distantes dos cumprimentos efusivos
Finge não estar ali e se cala
(Como se todos já não a tivessem notado)
Ela chega e mal fala
Pois sua presença por si
Acrescenta o contexto do quadro
E sem fazer questão de brilhar
Ela sempre sai de cena
Mesmo que as atenções a busquem
Pois ela usa o mistério em seu favor
E em seus pés um chinelo baixo
Para que eles fiquem perto do chão
Ela vem da raiz
E não se diz
Pois ela é...


(12/02/2007)

30 de jan. de 2007

Sonhos Escuros(Fábio Sirino)



Segue um seu caminho sem mim
Vai que já não és mais a criança que não conheci
Se for pela dor siga em paz, doera do mesmo jeito
Tenho a lembrança da flor
Do que perdi no olhar
Mudaram as formas e os toques
Continuam meus anseios e carências
Como posso te pedir carinho
E dizer-te o quanto é pouco o que me das
Peso em carne e afeto
Do que me toca e arrepia
Deveríamos enxergar os enganos
Antes que o sol nos desperte do encantamento
Pelo oposto das nossas fomes
Da tua regra e da minha transgressão
O sono num ambiente estranho me deixa acordado
As obrigações para vida me anulam e se perdem
Somos parte de tudo que sentimos
Em fraterno e carnal
Os jogos se tornam mais perigoso no corredor
E faremos analise no chão da cozinha
Como se nada nos afetasse
(Como sabemos mentir... )
Em pensamentos e gestos vagos
Do anseio que se guarda
Pela perspectiva de futuro
Sou o sangue para ser reposto
Numa transfusão de poesia e sonhos
Deixo as luzes das estrelas
E volto para a escuridão dos meus sonhos.

15 de jan. de 2007

Confusão... (Fábio Sirino)


Vendo teu sorriso um mundo se alegra...
E cobrar o mesmo é comum
Sorri não é uma violência – eu sei...
Mas a cada um a carga de vida que lhe cabe
Nos teus olhos, a leveza dos que são do bem
Dos que buscam a vida
Na singeleza do gesto simples
Ou na complexidade de um poema...
Outros se escondem entre olhares alheios
Na identidade do outro
Pelo medo ou pela precaução
Sou quem sou, vezes sim, vezes não
Uns me chamam de
Fábio e outros de confusão...

Gratidão (Fábio Sirino)


A poesia não é feita por obrigação...
É feita pelo fascinio
Pela dor
É feita pelo encanto
E ninguem é obrigado a escrever um poema
As pessoas fazem palavras que apenas são sentidas
Admiradas e por vezes dançarinas
Em vibraçoes suor e saliva...
(Fábio Sirino)

21 de dez. de 2006

Conselho para o Sol (Fábio Sirino)


Sim o amor salva
Ele é a parte da alma
Que traduz o desconhecido
Mas afirmo
-Não esqueças do que te faz ser quem é -
Não falo do que desperta olhares
Cobiça e desejo
Do que se vê antes do primeiro encontro
Refiro-me ao que escondes na timidez
(E mesmo que negues, assim entendo)

Ao que desperta curiosidade
O que intriga a pensar e te descobrir
Não pela flor, mas sim pelo jardim inteiro
Não apenas pela cor dos olhas
Mas sim pelo teu olhar
Que no espelho enxerga teu belo
Então, feche os olhos e sinta tua essência
Tua alma pura e tua busca pela simplicidade do amor
Que costumamos problematizar

Com isso me basto para crê em tua felicidade
Pois o caminha do que és
É maior que o caminho do que representas ao outro
O teu espiritual é mais forte que a busca ao material
E se ambos são belos
Se ambos tem sua importância
Viva! Pois a felicidade a espera de braços abertos
O que angustia será mais uma pagina
Chorada em teu livro de sobrevida
Continue a escrevê-lo com esses valores
A conduzir tua estória com essa linha
Pois os ventos vem, mas passam
Balançando as folhas do teu jardim, eles vão

E levam as dores e os desamores...
Sorria que o sol espera por ti.
Para renovar com o dia uma esperança

Ou o brilho do teu olhar...

17 de dez. de 2006

Ousar a Sorrir para o Sol. (Fabio Sirino)




E o sol brilhou na manhã seguinte à tristeza
Mas não por acaso...
O sol, ele está à espera da inspiração
De um sorriso teu
Para que do frio da tristeza volte o calor da alegria
É hora de acordar para a vida
Para o brilho dos olhos que vi de relance no Jaraguá
É hora de soltar a voz forte, quase rouca
E ordenar aos teus medos tuas vontades
De ser quem é
De ser o que sonha
De ousar e voltar a sorrir