27 de jun de 2007

Sub-corporal (Fábio Sirino)



Não se negues a aprender
Nem por medo do novo...
Pois tudo que também preciso está em ti
E não nos medicamentos que nos vendem
(Os que fumamos e os que bebemos)
Ou no ponto de equilíbrio das respostas alheias
Que não nos aquece a alma
E nem bombeia a paixão que percorre as minhas veias
Sem ninguém nos tirar do escuro onde estamos
Onde sei que já não queremos nos ferir

Deixe que joguem praga e maldições
Sobre mim ou nossos sonhos
E não te chamo de nada, a não ser pelo teu nome
Pois o Que Li já me ensinou a cortar meus próprios ossos
E isso tudo está me surpreendendo
Como se uma força célebre emanasse de mim
E mesmo com medo não a contenho

Tirem-me daqui!
Pois já desejo ficar mais que seguir
Tirem-me daqui!
Pois meu peito rasga de dor de amar e dividir
Numa quase maldição sobre nós

E mesmo sendo co-dependente
Em vários momentos tento, e não consigo gritar-te
A culpa que sei ter nisso tudo cala-me
E mesmo não acusando um ou outro
Ainda me sinto co-dependente
Dos poucos momentos que vivemos
E dos pouquíssimos sonhos que te compartilhei
Em um momento de respiração profunda
Que provoquei em te...

Tenho algumas observações
Antes do fim dos destinos e fechamento dos portos
Antes de desembarcar em outra dor ou outro amor
Jamais porei a culpa em ti
E jamais te esquecerei fora de mim

Leve-me então para barra da tua saia
Ou para a barra de Jequiá
Para que possa te olhar em vento e areia
Deusa dos meus sonhos eternos
"Juntos ou separados "
Para todo sempre apaixonado.
Amém...