21 de out de 2005

João Firmino


(poesia de Enivaldo Vieira e musica de Jurandir Bozo e Willbet Fialho)
Adeus João Firmino
Sanfoneiro Virgulino
Adeus João Firmino
Adeus João Firmino
Sanfoneiro Virgulino
Adeus João Firmino
Lampião riscou na serra
Pra uns vai haver uma festa
Mais pra quem isso detesta
Só pensa mesmo em guerra
Se quer dançar um xaxado
Procura um bom sanfoneiro
Pra animar o terreiro
Já tem um escalado
Lampião mexeu no tino
Mandou alguém buscar
Cidade Jaciobá
Trouxeram João Firmino
REFRÃO
Se tinha um rei o sertão
Sergipe e Alagoas
Faziam festas das boas
Com cabras de Lampião
João Firmino no fole
Em cidade ribeirinha
Dança a tropa todinha
E com oca ninguém bole
Tocando mulher rendeira
Firmino e Lampião
Pra mexer no coração
De toda cabroeira
REFRÃO
Se mataram Lampião
O cangaço não morreu
Que João não esqueceu
De tanta consideração
Passeando na cidade
No carnaval bem faceiro
Com bloco de cangaceiro
Alegrando realidade
Alegrou homem e menino
Fazendo o seu papel
Um cangaço sem quartel
Um novo Capitão Firmino
REFRÃO
(João Firmino foi um dos sanfoneiros que animavam as festas de Lampião no baixo São Francisco)