2 de abr de 2016

Cavidade (Jurandir Bozo)



Cabemos-nos
Cabemos nus
Cabemos crus
Assim meio que imprensados
Devoramos-nos suavemente
Meus sonhos
Seus suspiros
Meus poemas
Seus olhos grudados
Meus dedos
Seus pontos de prazer
Tudo que se completa
Meu dia ruim
Sua TPM
Nossa vontade de entender
De falarmos
De lermos
De nos enxergarmos
Aceitando quem somos
Cheios
De sentimentos
De frustrações
De mágica
Arrebatados
Simplesmente porque nos encaixamos
Sem se quer termos nos encostado 


Um comentário:

Limamede disse...

Gostei muito!