26 de jul. de 2018

Aviso! (Jurandir Bozo)



 Leoa On Line!

Cuidado
Ela voraz feito um leão
E por mais que seu sorriso engane
Ele é extremamente perigosa
Não a olhe fixamente por muito tempo
Nunca a encare
E principalmente não a desafie
Ela corre livre na adversidade
Cresce sobe as duvidas que lançam a ela
Degustando os limites que a impuseram
Ela reina mansa ate a hora de atacar
Sua capacidade de seduzir
Vai além distancias
Bastando um clique
Para pôr-nos em venerabilidade
A mercê de sua aparente calma
Ela que doma furações e tempestades
Costume devorar corações e fantasias
Enquanto adiciona novas vitimas
E distribui likes



22 de jul. de 2018

O Corte (Jurandir Bozo)






É apenas mais um entardecer
Mais uma noite
Outra madrugada
E a esperança que de mudança
Foi apenas uma tola esperança
Em breve voltara a nascer o sol
O dia se findará com a noite
E a noite com a volta do dia
Em tempos de sol e outros de chuva
Na sucessão de segundos
Minutos e horas
O tempo ira mesmo que a contra gosto
Bem como a verdade dos fatos
E a real natureza do que somos
O que foge do imaginário
O que finda os sonhos românticos
Pois apenas somos o que nascemos para sermos
No fundo apenas atendemos a nossa natureza
Seguindo a ordem do dia e suas sucessões
Os bestas mais bestas
Os espertos mais espertos
Os bonitos mais felizes
Os outros sendo apenas os outros
Na dança dos fatos nada de novo
As verdades cruéis
O mundo que nunca foi amigo de ninguém
Sábio e cego
Feito uma faca velha que perdeu seu fio de corte
Rasgando minha poesia ao meio



18 de jul. de 2018

... Timeline... (Jurandir Bozo)




Chega pelo brilho
Dos olhos a tela rachada do meu celular
Como se cada rachadura fosse uma cicatriz
A janela do desconhecido em alguns pedaços
Assim são as noites e seus mistérios
Trazem encantos e contos que se espalham pelos cantos
Sem toques ou realidades
Apenas aplicativos e relatividades
Mas quem as quer
(compatibilidades)
Aqui e agora
Deque me serviria tal certeza
Diante da beleza que me hipnotiza
No canto do olho que me seduz
No canto do olhar que irradia historias
Na escuridão da minha imaginação corrompida
Chuva de fantasias na aridez das minhas crenças
(Limitantes e sem limites)
Corre em mim então o desejo de fantasiar
Criando enredos desenhando seu corpo nu
Fabulosa em fabulas
Sem tom definido
Ouvir a musica desconhecida da sua voz
E acompanhar seus ritos e ritmos mais secretos
Terras inóspitas em mapas antigos
Tudo que conheço em formas que nunca vi
Algo que a modernidade estreita e distancia
A vida e sua total imprevisibilidade esperada
Que chega e vai embora sem formalidades
Do convicto convite para uma visita
Ou do aviso anunciado de uma despedida
A nos apenas cabe adicionar ou recusar
O resto é apenas consequência da modernidade
Sujeitos e suspeitos ao inesperado
Uma sugestão em minha Timeline





11 de jul. de 2018

Carta Para Uma "Outra" Rosa (Jurandir Bozo)




Querida Rosa
Envio essas singelas palavras
Em forma de poema
Pois hoje quando sol nasceu para meus olhos
Inevitavelmente lembrei-me de ti
E feito magica o dia sorriu para mim
E feito magica o sorriso do dia era igual ao teu
Com a mesma cor e o mesmo perfume
(Que imagino ser teu)
Os dias minha cara Rosa continuam os mesmos
Os campos de flores e rio que passa na minha porta também
O mundo minha inspiradora Rosa continua igual
As ruas e as pessoas também
Certamente só uma coisa mudou
Meus pensamentos que hoje são regidos pela tua lembrança
A crueldade de alguns minha doce e bela Rosa
Não me causam mais espanto
Eles ainda me provocam uma indignação que nunca quero perder
Enquanto me indignar com as crueldades e injustiças
 Manterei viva um pouco da inocência que me resta
Certamente é com os olhos da inocência
Que enxergo o mundo
Em palavras que já se repetem nos meus poemas
E assim meio que me plagiando sigo apaixonado pela vida
Mesmo com toda minha vontade de morrer
Assim entre as coerências e as contradições
Sem destino ou estrada certa
Muitas vezes sem se quer ter saído do lugar
Mas mesmo assim permaneço indo
As pétalas e as folhas que o tempo e a vida roubaram de ti
Não diminuíram teus fascínios
Tiraram de ti apenas o que não veio para ser teu
O que é teu permanecerá
Todo teu encanto e beleza
Cor, luz e sedução
Força fé e coração
Teus para todo sempre
Amem


20 de mai. de 2018

A Patinadora ( Jurandir Bozo)




Dance menina, dance...
Que a vida hoje lhe dará passagem,
Para que sobre rodas e sonhos,
Suas lutas nos encante os olhos.
Acredite menina, acredite!
E quanto estiveres distante dos sorrisos,
Estará mais próxima da superação
E estes momentos
Jamais lhe serão estranhos,
Pois nascestes para ser dona dos seus dias,
E protagonista de sua própria história.
Assim deixe que o brilho de seus olhos
Tome seu sorriso,
E que mesmo “molhado
De alguma coisa feito solidão”,
Possa sorrir, sabendo que tudo vai passar
Pois " todo mundo quando chora,
Põe para fora água do mar"....
Então permaneça
Sendo este oceano
De força, encanto e mistérios.



(citações dos poemas: Jose Paulo Ferreira – “Alguma coisa feito Solidão” / Cosme Rogerio – “Todo mundo quando chora põe pra fora agua do mar”)


Um poema inspirado e dedicado a doce Fernanda Venâncio. 

25 de abr. de 2018

Cavidade (Jurandir Bozo)




Cabemos-nos
Cabemos nus
Cabemos crus
Assim meio que imprensados
Devoramos-nos suavemente
Meus sonhos
Seus suspiros
Meus poemas
Seus olhos grudados
Meus dedos
Seus pontos de prazer
Tudo que se completa
Meu dia ruim
Sua TPM
Nossa vontade de entender
De falarmos
De lermos
De nos enxergarmos
Aceitando quem somos
Cheios
De sentimentos
De frustrações
De mágica
Arrebatados
Simplesmente porque nos encaixamos
Sem se quer termos nos encostado 


22 de abr. de 2018

As Suas Rosas (Jurandir Bozo)




Que maquiam
Mostram
Desenham
Delineia
E qual cheiro se tem
As flores que adornam um corpo
E qual será a fragrância
Que suas rosas exalam
O que elas marcam
O que elas maquiam
O que mostram e desenham
Quais partes elas delineiam
Suas curvas
Suas marcas
Recordes e cicatrizes
Dores e delicias
Tudo que carrega seu olhar
Que preenchem o brilho dos seus olhos
De força, foco e fé
De Sol, sal e mar
De vida




17 de abr. de 2018

A Tua Boca (Jurandir Bozo)




A tua boca roubou-me a atenção
E nela suas palavras
Numa quase tortura saborosa
Escorregavam certeiras
Em tons que me acendiam...
Ouvia atento seus brinquedos proibidos
Enquanto proferias sentenças ao passado
Relatos e ousadias
Para o que ainda parecia não conhecer
Assim aos que desfrutaram contigo
O seu melhor seguiu desacompanhado
Deixando delicias e encantos
Os mais fundos suspiros
Seus lábios, outros lábios
Tantos e quantos delírios
Cabem em uma só noite com você?
A tua beleza incendiava meu olhar
E mesmo próxima
A distancia que restava permanecia
Como se nunca fossemos nos tocar
E assim ficava mirando seus lábios
Queria mesmo era uma tatuagem a esmo
Com a cor quente do seu batom
Algo que eternizasse 
O rastro que sua beleza emana
Ausente, eu não abstraio
Imaginando com malicia
Suas delações intimas
Contextualizando em sensualidade
Sua desconfortável sapatilha amarela
E curto vestido estampado
As coxas grossas, os olhos devoradores
O humor jovial a disposição ao atrevimento
O show estava quase completo assim
Seu vento chegando aos meus segredos
Exótico, eu me sentia esquisito aos demais
Deixava-lhe a temporalidade do seu coletivo
Mas sem espaço para dar-lhe o que mais queria
Eu resolvi apenas ir
E fui ainda querendo ficar
Com a premissa do beijo que não dei



Cartas aos Vivos (Jurandir Bozo)




Cartas aos Vivos
Volume 01


Eu plagiei uma declaração de amor
No momento que mais deveria ser eu
Eu apenas fui quem você queria
Tomando posse da coragem que nunca foi minha
A fim de ofertar qualidades que nunca tive
Por medo ou por amor eu apenas calei-me
Talvez
Se eu não fosse eu
Talvez
Sendo outro
Talvez
Calando todas as minhas palavras
Talvez
Com as palavras de outros
E assim fiz
E assim foi
Dei o melhor do que nunca fui
Para ter o melhor do que nunca foi meu
É a mais pura verdade
Eu mentir
E não tenho vergonha disso
Envergonho-me apenas de ter acreditado
Na farsa que eu mesmo criei
Acreditado numa personalidade que era minha
Apenas para lhe dar tudo que não era meu
Meu jeito exagerado de gostar
Minha insegurança
Minha extrema carência
Meu egocentrismo
Minha falta de ciúmes
Isso e mais eu apenas escondi
Deixando de ser quem era
Para não saber mais quem sou
Pois por mais que caminhe
Entre noites e dias
Por mais que ensaie reconstruções
Ou tente dar-me outra chance
Eu plagiei uma declaração de amor


24 de fev. de 2018

Profundidade (Jurandir Bozo)






A profundidade de seus olhos
Roubaram meu sono
E mesmo acordado
Tenho devaneios ambíguos
Como se tentasse descobrir respostas
Recortando no céu de estrelas
Os traços do seu rosto luzido
Na ideação incógnita da força do seu olhar
Indo ao recôndito
Suas estradas sem mapas
E nas sinuosas curvas dos seus lábios
Perco qualquer resquício de prudência
No esmero de seu fulgor
Possibilidades
Margens que me levam ao oceano de sua beleza
E eu perdido
Naufrago
Insone
Encantado
Continuo as indagações
Sobre as constelações ainda ei de descobrir
Na profundidade do seu olhar
Ou na historia de sua vida. 




17 de jan. de 2018

A Distancia (Jurandir Bozo)




Por mais que resista sei que ainda há amor em mim
E tal certeza amedronta meus anseios de aventura
Mas cansa convencer-te que enxergo em te
Uma beleza que tu sequer desconfia ter

Foco esforços e saudades do que nunca vivi
E para realizar fantasias ouso até viajar
Buscar-te seja onde for e mostrar-te que sou real
Que meus beijos e toques são teus desde o dia que te li
E assim entreguei meus sonhos e vontades

Talvez fosse a hora de buscar um farol
Luz para as duvidas que despertem receios
Indo ao encontro teu com ar apaixonado
Mas sabendo de meus valores e defeitos
Não engano ou vislumbro ser maior que sou
E a firmação de tais critérios me deixam lucido
Mesmo encantado com a luz que emana
Via cabos e fibras que encurtam nossa distancia

Um dia talvez entenda meus encantos
E minhas poesias não declaradas
Sabendo que todas elas tinham o mesmo destino
Pois a te ofertei escritos tímidos
Que ousavam ate excitar-te
Mas não pretendiam invadir espaços íntimos
Segredos ou confissões não reveladas

Ainda ouso guardar de te todos os fascínios
Que me levaram ao encontro da paixão
Deixo então registrado em poesia
A mais profunda queixa
Das tantas duvidas que ofertavas a mim
Das palavras que vos bem dizia
Dos elogios que ainda moram acesos
Num peito que palpita lembranças tuas
De uma sobrevida quase nula
Onde a fantasia norteava
Uma quase descrente realidade
Do possível amor que não aconteceu
Pois nem sempre o silencio tem algo a dizer...


23 de ago. de 2017

A Segunda Musica (Jurandir Bozo)



Abriram a contagem
Pois ao som do pandeiro tudo terminará
Com força e graça
Como se aquele momento
Que para todos seria o inicio
Para mim seria o fim
Onde nada mais teria sentido
Se não fosse ligado a você
E a gota de suor que via descer de sua testa
Ali minha fantasia se prendia e ganhava vida
Traçava seu percurso
Cheiros e texturas
Do que ainda se quer senti
Enquanto ela
A gota de seu suor
Continuava a descer
Dançando sobre seu rosto
Dando contornos aos seus sinais
Lavando seus olhos e umedecendo seus lábios
Escorregando pela sua nuca
Escondendo-se dentro do seu vestido
Levando junto meus sonhos
Que com aquela gota de suor
Percorria todo suas curvas
Como se estivesse a correr numa estrada sinuosa
Cujo se quer sei dos perigos e destinos
Mas ali junto a gota do seu suor
Foram meus pensamentos mais fantásticos
Voando no imaginário
No universo proibido dos seus encantos
Viajando pelo seu colo
Chegando ao ventre
Descendo pela longa silueta de suas pernas
Firmes
Fortes
Femininas
Delineando-as
Descendo por seus tornozelos
Chegando a seus dedos dos pés
E se quer tinha terminado a primeira musica...


O Silencioso Grito de Gol (Jurandir Bozo)




Parece que foi ontem
E por mais que o tempo passe
Para você sempre parecerá que foi ontem
Como se com o passar das horas
O andar do sol fosse coberto por uma sombra
Que ofuscasse a luz dos seus olhos
Algo entre a percepção e o horizonte
Numa distancia sem fim
A sete metros das respostas
O silencio cresce frente à meta
Enquanto buscas espaços
Em suas mãos traços e fitas
Que desenham tudo que já dançou
Batendo em seu peito descompassadamente
Feito um pandeirista desmotivado
Mas seus pés não cansam
Correm pelos ritmos inteiros
Enquanto os olhos cantam historias
E desistem de chorar outra vez
Assim entre a beleza e os mistérios
Acompanho seu bailado
Que timidamente decide o jogo
Enquanto cala o grito de gol



(Dedico a ela que flerta com os astros, que brilha feito uma estrela, que tem o sol em seu sorriso e a lua na sonoridade de seu nome )