14 de mai. de 2007

Mal me quer? (Fábio Sirino)


O queres tu de mim?
Se negas olhares e intenções...
Já não sei como entender-te
Como ler teus recados e sugestões
Onde e quando devo mostra-me
Do sentimento que se nutre a cada sorriso teu
Da simpatia que se agiganta nos teus cachos
E da fuga que me esconde das desilusões
Talvez teu céu esteja perto demais
E o brilho dos teus olhos ofusca qualquer fraternidade
“E entre ser todos ou ser ninguém”
Chego verte nua, como se num sonho...
Num encantamento imaginado
Ter-te minha e ser teu
Na areia do rio que corre meu eu
Na sala onde esta minha intimidade
Onde repousa meu medo
Se queres que fique aos teus pés
Não esperes muito
Pois subo rápido para outras partes
Gosta e prefiro as que arrepiam
As nos deixa mais instinto que razão
Que provoque erupção dos egos e inflame o desejo
Assim úmido e suado
Então, se nem tu sabes das tuas intenções.
Deixe-me fora do teu universo
Não quero esmolas, nem piedade...
Sem maiores manifestações dos sentimentos que nutrimos
Um pelo amor e outro pela amizade...

12 de abr. de 2007

À procura da alma... (Fábio Sirino)



Busco além dos poucos contatos
Algo que me aproxime de ti
Que traga explicação e alento
Ao peito peregrino, meio moleque
Meio menino tímido
Que te busca nas noites de domingo...
Que sonha com teus anjos,
Que vê teu cabelo ondulado,
Que te enxerga, assim , suando...
Que te busca numa dança
Entre os espaços mudos da multidão,
Entre teus dedos e minha mão;
Pela melodia que desenha teu sorriso,
E pela paz que vem de ti e irradia o mundo,
Pela luz que emana nas tuas poucas palavras
Pelo teu cheiro e cor
Assim , antes de encontrar o amor:
Eu tento achar a morada da tua alma.

10 de abr. de 2007

O Critério para Sonhar (Fábio Sirino)


Vejo em teu sorriso
Os mistérios que escondes
Entre o poder do teu charme
E a beleza do teu olhar
Como se natural fosse a todos
As luzes que te cercam
Que acedem as velas e os incensos
Iluminando e perfumando cada posso de tua dança
Cada gesto e cada ato
Como num poema aplaudido em cena aberta
Faz dos poucos momentos um espetáculo
E a lembrança que fica como um sonho
Como vê um anjo no topo de uma igreja
Como se bailasse nua na chuva
Ou deitasse na grama para ver a lua cheia
Ali perto dos teus encantos
Somos meros coadjuvantes
Numa estória que nem o mais fantasioso livro
Descreveria com tamanho fascínio
Pela calma e pelo sabor da tua imagem
Do meu desconhecimento a minha música
Como vento, como surpresa
Como a cor da manhã...
Assim tua presença invadiu os meus sonhos
E sem avisar, me fez fantasiar-te em tons e melodias
Ate que partisse deixando apenas o teu nome anotado
E assim também se deu no segundo dia
Como se outro enCANTADOR
Já tivesse roubado tua atenção...
O brilho dos teus encantos
E o critério dos teus sonhos.

26 de mar. de 2007

A fotografia I (Fábio Sirino)


Ela brinca como se não soubesse
E fala de si com a insegurança de toda mulher
Ela mostra sem querer o seu poder
Ela tem “peito” pra isso e pra mais
Ela vem de vermelho
De barriga a mostra e pernas expostas
Ela joga o cabelo e para o mundo
Ela sabe de tudo
Mas se faz de desentendida
Vai com seu charme encontra o jardim
Vai de jeans e salto alto
E não grita porque sempre ri
E só não encanta quando não quer
Ela é uma menina, quase mulher
E é isso que a imagem diz
Numa foto muito sexy...

18 de mar. de 2007

Ouço cantiga na beira do rio
Nao sei se pra são ou pra chico
Aquele moço capaz de mudar o ritmo
Ele sempre vem em seu baixo
Regado como Pão de Açucar
Seu caminho forrado suor a suor
Sua respiração era nota Dó
Mas ele foi agraciado
Por conceber uma filha
Essa menina exala varias linhas
Era coco, xote, baião e até xaxado
Brincava quera gota serena
Deixarás órfãos meninos e meninas
Lágrimas em versos te dou
Pra tirar um pouco das costas a dor
Por saber o que se destina
Em certeza da grande saudade
Do Poeira Nordestina

(Cabeça de Gêlo)

27 de fev. de 2007

Eu, a bailarina...(Fábio Sirino)


Se a dança toca
O olho molha a cara
Se a dança encanta
Os olhares vai para um universo dela
E a bailarina fica como feiticeira
Se ela dança e enfeitiça
O sonho desse do palco
Chega ao espectador
Que vê e não acredita
No sonho entre cenário e luzes
Conjugue assim um desejo de publico
Será que ela também ama?
Será que ela beija ou quem será que ela beija?
Será que ela deseja?Será q ela chora?
Quem será ela?
E com a dança ela responde
- eu a bailarina

17 de fev. de 2007

Fim de Sobrevida e Inicio de Poemas(Fábio Sirino)

O caminho que tanto fiz
Depois de você ganhou um outro sentido
As ruas e avenidas são mais familiares
Parecem que me convidam
A visitar sua casa
E a cada “CArro” branco que avisto
Desperta o sonho e o desejo
Como se estivesse vindo me buscar
Do pesadelo que a saudade trouxe...
Assim se seguem os dias
Vendo a sua silhueta nos sinais
Achando que algo não se resolveu.
Mas sei que acabou
Sei que já me tem no passado
E por isso resolvi parti
Sem dar espaços para as despedidas
Tentando assim enganar a dor
E se a cada palavra falada
O assunto volta
Não nego que lhe penso
Respiro e comento aos amigos
-Sim eu amo, mas...
-Temos tanto em comum
E somos tão diferentes
Por que o platônico tinha que acabar?
Qual propósito da realidade que criamos
A não ser de nos distanciar?
Se aos outros nos fazíamos bem
Aos nossos olhos já era diferente
O jardim secava, estava eu na seca
Quando sua nuvem partiu
Molhando meus olhos espelhos d’água
Essência da cresça na paixão
-Seguir Estrela é sempre complicado
-Olhar para o escuro também...
Você foi minha manha
Quando só conhecia a noite
O passo seguinte
Quando só conhecia o berço
Você é o amor da minha vida
Quando mais preciso de motivo para morrer...
Aqui na parte alta da cidade
Distante dos seus
Tudo parece igual
Ao dia em que deitou em meu colchão
Que entrou em minha casa
E dormiu enquanto eu sonhava
As velas apagaram
Você decidiu seguir
Não tenho para quem dar flores
E o meu medo do ridículo
Guardou todas as declarações,
Os pedidos e suplicas
Para que não partisse
Mas assim se deu
O fim de uma sobrevida curta

E o inicio de vários poemas...

15 de fev. de 2007

Eri (Fábio Sirino)

Pelo teu sorriso percebo o êxito
Felicidade que habita na face dos que buscam o bem
Seja feliz e seja o que quiser ser
Seja paz e sorriso
Seja leve e não tenha medo da multidão
Seja quem é e isso basta para encantar todo vivente
De criança a homenzarrão
Segue teu ar e os ventos te protegerão
Como me guiaram ao teu universo
No meio da imensidão...

13 de fev. de 2007

Os seus encantos (Fabio Sirino)

Ela chega sem avisar
E atrasa para não esperar
Ela olha com olhos de sol
E sua pressa transpira paz
Sem maquiagem e sem batom
Se disfarça de menina
(Como se todos já não a olhassem como mulher)
E o que quer esconde
Sorri de jeito e formas diferentes
Ela nunca parece ser a mesma
Sendo ela assim tão autêntica
Beija e corre, se nega
Diz não e se entrega
Ela vê o filme e sorri
Não chora, mas respeita as lágrimas derramadas
E por entender ela não faz muitas perguntas
Eu a sinto e ela deixa
Tento ir além e ela foge
Tiro seu retrato, e ela fica
Olho para seus olhos e ela se desconserta
Linda, vai cedo para casa
Para proteger o tesouro que pensa ter
Ela acompanha e se faz presente
Distantes dos cumprimentos efusivos
Finge não estar ali e se cala
(Como se todos já não a tivessem notado)
Ela chega e mal fala
Pois sua presença por si
Acrescenta o contexto do quadro
E sem fazer questão de brilhar
Ela sempre sai de cena
Mesmo que as atenções a busquem
Pois ela usa o mistério em seu favor
E em seus pés um chinelo baixo
Para que eles fiquem perto do chão
Ela vem da raiz
E não se diz
Pois ela é...


(12/02/2007)

30 de jan. de 2007

Sonhos Escuros(Fábio Sirino)



Segue um seu caminho sem mim
Vai que já não és mais a criança que não conheci
Se for pela dor siga em paz, doera do mesmo jeito
Tenho a lembrança da flor
Do que perdi no olhar
Mudaram as formas e os toques
Continuam meus anseios e carências
Como posso te pedir carinho
E dizer-te o quanto é pouco o que me das
Peso em carne e afeto
Do que me toca e arrepia
Deveríamos enxergar os enganos
Antes que o sol nos desperte do encantamento
Pelo oposto das nossas fomes
Da tua regra e da minha transgressão
O sono num ambiente estranho me deixa acordado
As obrigações para vida me anulam e se perdem
Somos parte de tudo que sentimos
Em fraterno e carnal
Os jogos se tornam mais perigoso no corredor
E faremos analise no chão da cozinha
Como se nada nos afetasse
(Como sabemos mentir... )
Em pensamentos e gestos vagos
Do anseio que se guarda
Pela perspectiva de futuro
Sou o sangue para ser reposto
Numa transfusão de poesia e sonhos
Deixo as luzes das estrelas
E volto para a escuridão dos meus sonhos.

15 de jan. de 2007

Confusão... (Fábio Sirino)


Vendo teu sorriso um mundo se alegra...
E cobrar o mesmo é comum
Sorri não é uma violência – eu sei...
Mas a cada um a carga de vida que lhe cabe
Nos teus olhos, a leveza dos que são do bem
Dos que buscam a vida
Na singeleza do gesto simples
Ou na complexidade de um poema...
Outros se escondem entre olhares alheios
Na identidade do outro
Pelo medo ou pela precaução
Sou quem sou, vezes sim, vezes não
Uns me chamam de
Fábio e outros de confusão...

Gratidão (Fábio Sirino)


A poesia não é feita por obrigação...
É feita pelo fascinio
Pela dor
É feita pelo encanto
E ninguem é obrigado a escrever um poema
As pessoas fazem palavras que apenas são sentidas
Admiradas e por vezes dançarinas
Em vibraçoes suor e saliva...
(Fábio Sirino)

21 de dez. de 2006

Conselho para o Sol (Fábio Sirino)


Sim o amor salva
Ele é a parte da alma
Que traduz o desconhecido
Mas afirmo
-Não esqueças do que te faz ser quem é -
Não falo do que desperta olhares
Cobiça e desejo
Do que se vê antes do primeiro encontro
Refiro-me ao que escondes na timidez
(E mesmo que negues, assim entendo)

Ao que desperta curiosidade
O que intriga a pensar e te descobrir
Não pela flor, mas sim pelo jardim inteiro
Não apenas pela cor dos olhas
Mas sim pelo teu olhar
Que no espelho enxerga teu belo
Então, feche os olhos e sinta tua essência
Tua alma pura e tua busca pela simplicidade do amor
Que costumamos problematizar

Com isso me basto para crê em tua felicidade
Pois o caminha do que és
É maior que o caminho do que representas ao outro
O teu espiritual é mais forte que a busca ao material
E se ambos são belos
Se ambos tem sua importância
Viva! Pois a felicidade a espera de braços abertos
O que angustia será mais uma pagina
Chorada em teu livro de sobrevida
Continue a escrevê-lo com esses valores
A conduzir tua estória com essa linha
Pois os ventos vem, mas passam
Balançando as folhas do teu jardim, eles vão

E levam as dores e os desamores...
Sorria que o sol espera por ti.
Para renovar com o dia uma esperança

Ou o brilho do teu olhar...

17 de dez. de 2006

Ousar a Sorrir para o Sol. (Fabio Sirino)




E o sol brilhou na manhã seguinte à tristeza
Mas não por acaso...
O sol, ele está à espera da inspiração
De um sorriso teu
Para que do frio da tristeza volte o calor da alegria
É hora de acordar para a vida
Para o brilho dos olhos que vi de relance no Jaraguá
É hora de soltar a voz forte, quase rouca
E ordenar aos teus medos tuas vontades
De ser quem é
De ser o que sonha
De ousar e voltar a sorrir

Jardins da Alma... (Fábio Sirino)


Ha um tempo para tudo
E pelo tempo um segredo
Do segredo o medo
Do medo a coragem
Da coragem uma ousadia
Da ousadia um amor
Do amor a possibilidade
Da possibilidade a esperança
E da esperança o sonho
Pois o homem que sabe sonhar
Fica muito perto da felicidade
Assim te enxergo mesmo escondida
Uma mulher que sonha
Que sorri em meio as flores dos jardins da alma...
(Para Carla Lisboa)

14 de dez. de 2006

o mistério da menina (Carla Pesarde)


(ou nascida do meu ventre)
onde se esconde
a verdade dessa menina?
e para onde vão seus sonhos
projetados em nuvens
dando origem às estrelinhas
e sua efemeridade
com um brilho ofuscante
que não se pode ter?
onde a menina está
quando não está
no quarto-sala-de-estar?!
e o que pensa a menina
se seu nome é chamado em outro corpo?
existe dentro da menina
algo além de desejos de mulher?
existe uma menina
dentro dessa fêmeamenina?
originaria da menina
da doçura escondida,
da singela hostilidade,
as demonstrações de alguma fraqueza?
e por que sapos, por que baratas, menina?
enfrentaste o mundo inteiro
de bichos humanos tão piores..
a menina, mesmo tão presente,
nos seus vôos imaginários,
nos mais longíquos lugares de seu pensamento
(inatingível, inabalável)
a menina que é uma fortaleza de si.
a nova menina a cada instante
que renasce
e por quem se pede socorro..
a menina.
que assusta e amedronta.
simplesmente menina.
linda, suave, intensa.
porque é essa a menina
quem chegou para ficar
todo o sempre..

11 de dez. de 2006

Manicômio Judiciário II (Jurandir Bozo)



(A Bailarina...)

Os loucos são poucos
Lindo mesmo é a bailarina
Que dança e tripudia
Fazendo do impossível imaginário
Real literal em passos e movimentos
Aqui dentre essas paredes brancas
Paira um clima marginal
Mesmo com tantas arvores e plantas
O muro não nos deixa esquecer
(Que estamos presos)
E gritamos para ela dançar
Num espetáculo solo
Ela sorri e dança sem musica
São alucinações suas coreografias
Num rito vezes calmo, vezes frenético,
Ela se movimenta
Num palco gigantesco
Que mal cabe em sua cabeça
Enquanto os outros
Observam os muros altos
A bailarina continua a dançar
Dentre as paredes brancas
Do Manicômio Judiciário
Onde ela vaga por uma eternidade...

Manicômio judiciário (Fabio Sirino)

Entre bem devagar
Pois aqui os doentes se assustam com facilidade
Essa é a ala da recreação
Onde há brincadeiras e jogos
Onde fazemos as reuniões também
Damos informes
Realizamos discussões e comentários um sobre o outro

Passam por aqui diversos condenados
Pelos crimes não previstos na lei comum
Os condenados a indiferença
Os condenados ao desamor
Aos que também são sensíveis demais
Os problemáticos e questionadores
A aqueles que têm personalidade marcante
Os que gostam de coisas diferenciadas
E os que ainda são diferentes
Os que querem morrer
Os que querem viver demais
Os apaixonados pela vida
Aos que amam alguém

São em sua maioria artistas
Poetas, escritores e compositores.
Nomes como Álvaro de Campos
Florbela Espanca, Augusto dos Anjos,
Álvares de Azevedo, Camões.
Dentre tantos condenados
A serem poeta por uma eternidade
Todos condenados
Como eu e você
Amar a poesia e a morrer por ela

1 de dez. de 2006

Para uma linda menina quase desconhecida...(Fábio Sirino)


Vendo teu sorriso um mundo se alegra...
E cobrar o mesmo é comum
Sorrir não é uma violência – eu sei...
Mas a cada um a carga de vida que lhe cabe
Nos teus olhos, a leveza dos que são do bem
Dos que buscam a vida
Na singeleza do gesto simples
Ou na complexidade de um poema...
Outros se escondem entre olhares alheios
Na identidade do outro
Pelo medo ou pela precaução
Sou quem sou, vezes sim, vezes não
Uns me chamam de Fábio e outros de confusão...

( É um enorme prazer versar pra você.)

30 de nov. de 2006

Dia 23 (Fabio Sirino)

Para você, parabéns!
Para mim, o gosto amargo da falta que me fazes...


No teu dia, sorrisos; recados, presentes, carinho;
Fica em mim a sensação do fracasso
Do peso que levei à tua vida.

Nas minhas palavras, mentiras
O que anunciei a ti
No conforto da distancia tecnológica
Para ouvir de ti, verdades, coisas tuas...

Pois bem...
Serei personagem.
Sem olhares ou coração
Seguirei a fio o papel que me impões

Assumirei sozinho a dor que pari, e que só a mim pertence.
O que sempre insistiu que era só meu
(como se eu já não soubesse)
Enquanto ouvia teu mundo covarde
E me doava em segurança que no momento não me pertencia...

Tentei ser leve, amigo, amante...
Mas era impossível!
Eu era outro que nem se quer conheço...
Respeitava o que te fazia mal
Respeitando teu passado, tuas marcas.

Pois bem, estrela...
Já sei do mal que sou
Do peso que tenho
E mesmo assim parti sem te dizer ofensas
Com a ferida aberta.
(O mal menor que me causaste)
Prefiro a não comunicação, o isolamento...
Pois assim são tratados os loucos
Os diferentes, os apaixonados
Os que se entregam sem nada pedir
Os que o mundo não aceita...

Sou homem de muitas palavras
De gestos grandes, espalhafatosos.
A dor que a ti causei foi involuntária
Volta pro teu céu...
Que seguirei no meu inferno
Na mentira dos risos,
Na ânsia e na angústia que me faz ser quem sou...

Em papel não escreverei o que entalou
O que deveria ter dito
Do que penso hoje de ti e calo
Talvez todo esse amor desprezado
Seja fruto da projeção de um sonho meu
De alguma crise existencial.
Talvez até uma alta de pressão...
Quem sabe da minha vontade de morrer...

Mas no seu dia...
Desejo-te felicidades
Que sigas o caminho do teu silêncio
Que ficarei com meu discurso vazio
Com a minha ridícula exposição do sentimento

Siga sempre a brilhar!
E leve contigo um pouco de mim
Do coração que jamais será o mesmo
Pois aviso quem amar uma estrela.
-Cuidado! Pois que queda é longa
E quando pensas que já caiu
Ainda falta muito para o encontro com o chão
-Estou ainda em brancas nuvens
Sem noção do que me espera
Sei que levantar é inevitável
Porém, gostaria de afundar
Entre a terra e o piche do asfalto.

-Para coração de pedra, amor britadeira
-Esse não tenho, não terei.
Para ti muitos anos de vida!
Para mim espero muitas felicidades
Com a mais pura hipocrisia
Na luta dos meus dias de sobrevida
Onde eu recrio e faço a saudade...