"Aqui se encontra idéias poéticas, aqui se encontra paixão, prazer, dor, lagrimas e sorrisos, um espaço para que eu possa postar minhas manias em escritos que não necessariamente atendem as expectativas do outro e tão pouco a formalidade ortográfica, aqui não há compromissos com acertos e sim com a ousadia da tentativa e intensidade dos sentimentos e sonhos meus."
19 de set. de 2006
Tabacaria (Alvaro de Campos*)
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso?
Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardenteO seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a
Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
[parte do poema de Fernando Pessoa*]
3 de set. de 2006
Preliminar I (Fabio Sirino)

Pela dor que me atrai
Pelo músculo que me pressiona
Idas e vindas, do que não se foi
Descubro em formas e cheiros os sabores do pecado
Além do que a normalidade permite
De cor negra escorre em mim seus cabelos
Seu suor e força, em minha cara
Por onde fugir se sou quem busca
Se quero seguir a estória que ela viveu
Seja pelo pudor que não tivemos
Ou pela ética que buscamos
Serei o que o tempo permitir
Em versos do gozo que provei
Em “boca oca, de língua míngua”
Do cheiro que impregna meus dedos
Que dão sabores aos escritos
Na pele o som da musica respirada
Do compassado ritmado do ventre seu
Ondulações e formas impensadas
Que os olhares apimentam e calam
A espera do que se achou ou se perdeu.
Seja feita a sua vontade
E por maior que sejam os motivos
Sou triste por vocação
Na penumbra do quarto
Nas sacadas e nas plantas
Incluso o marginal dos sorrisos
Aconselho a pular
Do ultimo andar para o inferno ou paraíso...
15 de ago. de 2006
Palavras de Absinto (*Estrela)

(Intimidade)
apenas ao que me inspirasse confiança,
ali minha existência chegasse ao fim
que naquele momento eu sofria.
em todas as gerações que lhe seguissem,
tão bem guardado,
continuou a passear pelo meu corpo,
pelas minhas marcas, pelas minhas dores e delícias...
e saímos do transe, desconectamos.
Ele passou a carregar um certo semblante...
sem palavras venenosas
sem nada que servisse para justificar a atitude,
algo se desencantou nos meus dias...
para quem quer que fosse.
uma quase saudade
visitou minha alma,
Conheceu-me inteira e se foi sem palavras...
BR das possibilidades (Fábio Sirino)
E o encanto do que és
Dão as regras desse jogo
Mas tendo o medo em mim
Temo todas as cartadas
E me fascino com as explicações
Entre o que fui e o que és
O oposto nos atrai.
A uma estrada sem volta
Na falta de pele
E peço censura as nossas palavras
Que vença o silencio
Que vença o beijo
Que vença o olhar
Que vença o desejo
E se o que fui deixar-me seguir
E o que eis levar-me junto
Não Haverá necessidade de desistência
Mas de novas estradas
8 de ago. de 2006
Poema da avareza sentimental(*Estrela)
O que me dás de ti...
É tudo – e tão-somente – o que te escapa entre os dedos.
O que tuas mãos trêmulas e cerradas não conseguem me esconder –
por mais que tentes.
O que me dás de ti...
É um breve olhar de relance, desses tão negros olhos acanhados...
É um sorriso do canto de tua grande boca, mas contido.
Um acidental roçar do teu forte braço
Ou ainda que um abraço, mas chega a mim frouxo e sofrido...
O que me dás de ti...
É um corpo que me vem ao longe, já oscilante,
Pernas cambaleantes, braços que não sabem onde estar...
É nada mais que uma palavra, em voz rouca.
Um suspirar ofegante...
Subitamente interrompido.
Privado do respirar, privado do meu cheiro... impedido de me amar!
Ainda assim, me vem ao longe seu coração sem cadência, assustado.
O que me dás de ti...
Pensamentos, censurados,
Desejos, ousados – mas secretos e discretamente sonegados.
E uma aparente – mas construída – indiferença,
O que acentua o teu charme blasé e reputação de “pessoa mal resolvida”.
O que me dás de ti,
O que somente me dás de ti, sem sovinices,
É a tua ausência...Com esta, me brindas em abundância!
Ah, a lentidão das horas que me visitam e se passam sem que eu perceba a tua luz...
Mas ainda que eu te mereça pouco...
Tão pouco, assim...
É menos do que a mim caberia...
(Poema enviado pelo orkut. )
Que as mulheres façam poemas como fazem vida. +
+Fábio Sirino.
15 de jul. de 2006
Girassol (Fábio Sirino)

Grite girassol
Digas o que sente
O seu silencio me mata mais
Grite girassol
Fala o que quer
O que lhe cala
A palavra que se guarda à força
Então... Tome uma atitude
Sem interferência de qualquer poesia
Sem musica ou fotos flagrante
Seja solidária girassol
Observe o vento ao seu favor
E os pingos de chuva que buscam seus dedos
É girassol...
Você deixa saudades
Desperta em amores
Encanta o cantador e ganha a cantada
(E o que queres mais girassol?)
Não cale girassol
Pois preciso ouvir sua voz
Sentir seu cheiro
E dançar a noite toda
Quero beijar-lhe e muito mais
Sem enfeites no meu resto de vida
Busco algo que faça parte, que some.
Sem quadros de natureza morta no apartamento
Deixo a esperança esperar
O sol nascer pela manhã
Para que junto à janela e o jardim
Veja o brilho da vida
Vamos girassol fale para mim
Pois já disse que lhe amo.
13 de jul. de 2006
Câncer (Fábio Sirino)

(o triste fim de uma mãe)
A mulher esta morrendo...
Definha na velocidade dos segundos
E sua segurança e prepotência
Vão junto às lagrimas
E o cabelo que lhe resta.
A cabeça cansa da batalha,
Seus sonhos morrem com ela
De toda uma família desunida
Que sofre junto, mas chora separado
Em terços e promessas
Numa fé inútil
Que o câncer insiste em mostrar
A cada luta perdida,
Com enjôos e tonturas
Que a deixam mais derrotada...
E o veneno aliado ataca ambos os lados
Do mesmo corpo que se cansa mais e mais...
Ela uma mãe, uma ex esposa
E como ex ainda sozinha
Sem um ombro que possa confiar
E do que valem seus filhos
Se ela sente a necessidade de passar a força que já não tem
Lições da vida que nunca viveu
Mas do que vale a vida
Se ela definha na velocidade dos segundos
E seus cabelos caem...
Se o câncer nos tira a fé...
Do que vale a vida
Se a mãe que está morrendo é a minha.
10 de jul. de 2006
Para longe de mim (Fábio Sirino)
Todas essas marcas
Que trago na alma...
Como um troféu de superação
Sem ter esquecido nada
Mil angústias tenho em mim
São apenas pancadas
Essas que tu percebes
Dentro dos meus olhos
Nesse jeito afoito e paternal
De guardar frustrações
De uma juventude fodida
Não me digam o que tenho
Pois fui diagnosticado centenas de vezes
Um maníaco depressivo
Um lunático romântico
Um artista compositor de poemas
E nada se tornou completo
Sou todos os diagnósticos
Sou parte dos erros que cometi
É... No fundo não são apenas pancadas
Eu as sinto muito maiores
Elas me tomam a alma marcada
Numa dor inimaginável
Até para quem a sente
E a carrega durante anos
Não me restam mais amores
Nem amigos, bares ou familiares;
Eu nem sei se confio mais em mim
Ou se decido tudo sozinho
Para confessar pecados meus
Dar-me uma punição
(como se já não bastasse)
Tento fugir de tudo
E pra onde corro
Sempre percebo o quanto estou perto
Torno a correr para longe das minhas incertezas
Mas para onde quer que eu vá
Acabo sempre encontrando comigo
E torno a correr para longe de mim...
8 de mai. de 2006
Estrada de Curvas (Fábio Sirino)
Alem do que pensou Che Guevera
Sigo numa estrada de curvas
Busco a máxima distancia do carnaval
Quem sabe assim eu poça encontrar alguém
Uma menina que traga consigo
A calma que eu desejo
Numa cabeça cheia de problemas
E na boca um piercing
Com um jeito moleca
Uma forma meiga de amar
Completamente entregue
Sinergia entre pessoas
Vou ao longe
Quero que poucos me vejam
Um som de violão
Pássaros e palmeiras
Descritos num quadro de Frida
Sem novelas ou ficções
Quero vida em minhas mãos
Tocá-la sentir tua pele escura
E deitar como duas crianças
A descobrirem o sexo...
25 de abr. de 2006
Piercing (Fábio Sirino)

O que foge da mordida
Se transforma em atitude
Torna-se apetrecho na língua
Que arde e beija, apimenta
Feri o fundo do peito sem rasgar a pele
Na língua em forma de prata
Na pele negra, magra, mulata
Fica o mistério do comportar
Do agir, do falar
Da forma de andar
Se é que anda, Se é que desfila ou rebola
Da bola que fica na boca
Louca e que rola e excita
Que grita junto a ela
Faz da sua feminilidade um ar escuro
Que nem de cima do muro se enxerga
Os olhos dela, a sua cor
Da voz e que imagino
Da palavra que vaga, tom de noite
Da menina do verbo cortante
Que me desconhece e matém distância
Para que não deixe de ser sonhada
Vista e idealizada em fantasias
Que vão além do estudo da comunicação
Ficam caladas entre a língua e o céu da boca
11 de abr. de 2006
A Concha (Fabio Sirino)
1 de abr. de 2006
Minha estrada (Fabio Sirino)

Até que se tarda o fim
Estou de portas e braços escancarados
Como se esperasse por quem já não vem mais
Estou em casa e sinto-me alheio as coisas
As minhas coisas, as coisas que já desconheço...
Vou para rua, e a tomo como meu lar
Por vezes sinto-me dela
Como um apaixonado por cada pedaço do asfalto
Sigo sozinho num flerte de homem e rodagem
Conto a ela minha vida
Mentiras que os outros acreditam
E verdades que me negam
Sou o estereótipo do que foi expulso
E entendo o medo e a exigência do outro
Sou então, ambas as partes que fazem a estrada,
A areia, a pedra, o pinche e o cimento...
Antes de chorar ou morrer
Continuarei a andar e sorrir sozinho
Fazendo do resto de vida que desprezo
Um engodo, ou a mais inocente palavra
Que pronunciei quando criança...
28 de mar. de 2006
Olhos que quero conhecer. (Fábio Sirino)
Os olhos que não conheço?
Pela tela tela vem pensamentos meus
Sobre o que devi estar por traz deles
(Tuas estórias, o timbre da voz, a maneira de andar, o charme, como trata as pessoas)Explanação de quem não conhece
Confesso meu encanto pelos olhos
(Sim eu me encantei com os teus)
Mais não pela beleza deles
Mas sim pela expressão que transmitem (o olhar)
E o que esperar?
Como um também desconhecido
Deixo que minha imaginação guie os sonhos
Como tais, se vão com as janelas que fecho
E quando torno a abrir lá estão eles
Cheios de mistérios e luz
Olhos que não me enxergam
Que lêem minhas tolices vãs
Que assiste no cinema extinto de penedo
O filme do passado não vivido
Que insistimos em recordar
Como lembrança que não são nossas
Mas que fazem parte do nosso imaginário
Imaginário de penedo...
Dos olhos que conheci pelo computador
E que não sei se gosta de cinema
Ou de poemas!?
13 de mar. de 2006
12 de jan. de 2006
Ilhas (Edson Bezerra)
No meio da noite acordo pescando sonhos E recolhendo imagens distantes Meus olhos auscultando estrelas Adormecem molhados E assim prosseguem na solidão dos barcos E se dentro de mim um continente dorme Acordados estão meus meninos Penso no amor E na imensidão das ilhas E não me decido no que fazer do que me chega As vezes os sonhos que pesco se perdem dos olhos E catam pedaços no coração E as estrelas se escondem todas num céu mais distante E meus meninos parecem brincar de outro mundo E então eu sei que sou um pedaço de tudo Dos sonhos que não me cabem Dos olhos que viram fachos Dos ruídos que vivem um mundo E de meninos que buscam o amor nas fatias dos doces E o que fazer então com a inteireza do que sou Na completude da ilha que me encontro? |
3 de jan. de 2006
Estupro (Fábio Sirino)

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17 de dez. de 2005
Manicômio judiciário (Fabio Sirino)
| Entre bem devagar Pois aqui os doentes se assustam com facilidade Essa é a ala da recreação Onde há brincadeiras e jogos Onde fazemos as reuniões também Damos informes Realizamos discussões e comentários um sobre o outro Passam por aqui diversos condenados Pelos crimes não previstos na lei comum Os condenados a indiferença Os condenados ao desamor Aos que também são sensíveis demais Os problemáticos e questionadores A aqueles que têm personalidade marcante Os que gostam de coisas diferenciadas E os que ainda são diferentes Os que querem morrer Os que querem viver demais Os apaixonados pela vida Aos que amam alguém São em sua maioria artistas Poetas, escritores e compositores. Nomes como Álvaro de Campos Florbela Espanca, Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Camões. Dentre tantos condenados A serem poeta por uma eternidade Todos condenados Como eu e você Amar a poesia e a morrer por ela. |
13 de dez. de 2005
Se perguntares... (Fábio Sirino)
Diga que sou
Todos os mendigos da cidade
O que sempre diz sim
E ouve o não.
O que consola e apóia
Para chorar sozinho e me abandonar.
Olhando a cidade que não para
Diga-lhes que estou a favor de todos
Mesmo quando todos estão contra mim
Que penso no outroE acaba parando
Na encruzilhada com o sinal aberto
Sendo despertado pelo pensamento
Pela zoada de um buzinaSeguida de um freio agudo.
Diga que sou o que se esquece
E já não tem aniversário
Nem algo a comemorar.
Eu sou o escudo do cego
Ao ser espancado,
O que comemora o empate
Quando a multidão quer vitória
Eu sou ainda aquele
Que chora nas comédias
E se sensibiliza mesmo sorrindo
Com um drama encenado
Diga também
Que criei defesas
Numa personalidade forte
Na mentira dos risos
Diga que sou o resto do lixo
O que todos os catadores se alimentam
Com a esperança de um doente
De um doente terminal...
Se te perguntares quem sou
Diga que não me conheces
E achas que sou ninguém...
Ninguém.
28 de nov. de 2005
22 de nov. de 2005
Necessidade (Fábio Sirino)
Será que prossigo? Minhas mentiras são as mais puras verdades Num trafego de sonhos e frustrações Posto isso, o resto é mediocridade... Palavras vãs, verbetes; Sinto falta da vontade de morrer Daquela forma eu me sentia vivo Quiseras eu chamar-te a atenção Quisera eu que tu me notasse. Creio sim em assombrações, Nas sombras do meu quarto elas aparecem E as chamo de Amor, Paixão, De Solidão e Esperança... Quando mar sou criança e brinco Quando noite sou marginal e amo Amo por amar, Brinco pela mais pura necessidade Ou o contrario... Brinco por brincar E amo pelo mais puro egoísmo... |


