7 de jul. de 2011

Subtonando com o Mundo (JurandirBozo)


Hoje o dia está com um gosto de nada
Que até chega a me amargar a boca
Tirando minha vontade de viver
Então expiro o hálito que me trava a língua
Como se quisesse cantar
Deixando ir com o vento
Tudo de podre que sonhei ontem
Em mim apenas velhas cresças
Fracassos íntimos
Que fazem parte de mim
Amores, trabalhos, amigos
Uma certeza só me cerca
Eu e a felicidade
Temos pouco em comum
E talvez por isso minha voz rouca
Ande tão desafinada do resto do couro
Cansada das melodias que se repetem
Subtonando com o Mundo
Entre a verdade do todos
E as fantasias ou mentiras
Que ainda insisto em acreditar
Acreditar cantando.

5 de jul. de 2011

O Mar I Ana (JurandirBozo)





Ambos se gostavam
Pois ela despertava sonhos
E ele leva a imaginação
Para o infinito
Se gostam e se amam
Num flerte que dura uma vida
Como são apaixonantes
Na meiguice mais bruta
E na brutalidade mais meiga
Se fazem em encantos do que já não se canta
Mais do que o Mar estar Ana
Mais do que Ana estar o Mar
Então ele e ela se unem
Pelo amor e pela dor
Vão além da fusão
E passam a ser poesia
O Mar I Ana



Essa foi recuperada deum dos poemas que tinha perdido após roubarem minha bolsa a muito tempo. Mas esse poema foi feito na forma mais verdadeira que meu entendimento enxergava essa menina de terra, céu, rio, e mar, na minha forma de amar o Mar I Ana.

4 de jul. de 2011

Metade de mim (JurandirBozo)




Partido ao meio
Completo a volta
E mesmo cansado
Chego ao fim
Da madrugada
Com a metade de mim
Que ainda consigo carregar

Nego-me novas silabas
E insisto com palavras
Que não sei sua ortografia

Sendo vencido
A preguiça cobiça minhas paixões
E eu descansado
Fujo do imposto do esforço
De novamente amar
E com outros gastos em mente
Engulo de mim
Tudo que cuspi no outro

Copiando risadas e as postagens
O complemento da foto
Já não se explica
Em redes de novos amigos
Que não conheço
Onde tudo me leva a crer
(Para uma metade de mim)
Que a modernidade é uma bosta 

26 de mai. de 2011

O Cheiro da Orquídea (Jurandir Bozo)

Foto roubada.Modelo: Mariane Vasconcellos


Veio-me de forma inesperada
Como se o acaso soprasse em minha direção
Em face de um livro de contos fictícios
Repleto de hipérboles
E mesmo redundante
Vinha em mim uma necessidade
De descrever ou explicar o obvio
Como se a beleza precisasse de conceito.
Mesmo longe, mesmo leigo
Os tons cegavam-me os dedos
E a força contida na delicadeza
Desarmava meu pequeno arsenal
De palavras repetidas
Algo entre olhares e comentários
Posto isso, todo o resto perdia o sentido
Eram menores que a imagem dela
O desenho das pétalas
As curvas sinuosas
A delicadeza mais profícua
Roubava atenções e suspiros
Dos outros tantas admiradores como eu
Ali, atónito passando quadro a quadro
Eu o desconhecido
Ficava preso a imaginar sandices
Fabulando sobre o cheiro da orquídea



Como tantos que roubam flores no pé, aqui na net, roubei esse em seu perfil.
Pois não poderia deixar de ilustrar esse poema com a sua imagem.
Espero que goste e não se sinta ofendida e entenda as entrelinhas dessas humildes palavras que vos oferto.

22 de mai. de 2011

O Anjo Triste do Norte (Jurandir Bozo)


Parem as maquinas que erguem
Quero apenas voltar a ficar deitado
Entregue aos ciclos que volta a mim
Entre a estupidez da minha consciência
E a crédula dissintonia da minha imagem
Minha cabeça trabalha sempre contra mim
Contra as minhas vontades
E enxergo-me sempre com as cores que não sou

Hoje é dia que a tristeza vai ao cinema
E degusta minha vida em uma seção nacional
Na promoção de pipoca grande mais refri de 300ml

O filme é o mesmo e suas reedições obvias
Fazem da monotonia das minhas expectativas
Empobrece o roteiro enredado
Uma apresentação dos resultados das minhas escolhas

Eu ainda falo, mesmo sem ver, e com ela ate um sorriso escapa
Minha cara larga abre feições e meus dentes amarelados
Já sem cigarro ou outros fumos
Não destoa todo resto externo de mim
Mas o que podemos querer alem do que enxergamos

Assim a imaginação das suas lagrimas me encantam
Como a torpor signatário dos sentimentos lacônicos
Que mesmo ultrajantes me fazem ainda ser o que sou
-Um merda que ainda se infla de vaidades mundanas-

Ela com todo seu medo de ir à rua
Ainda me leva para perto
Ainda me deixa longe
Voltas e voltas sobre meus segredos
Idas e vindas das mais profundas mentiras
Profundas e prolixas paixões ainda invento
As vivendo como realidade plena que são

Mas você não esta aqui e sempre que falo algo
Ponho as pessoas em fuga
Mas tenho medo de calar-me ou de apresentar-me
Longe dos palcos sou ainda mais horrendo
Eu calado sinto-me só

Regido pelos rompantes librianos e artísticos
Vôo a outro planeta numa poesia envelhecida
Que de tão pobre vivi a s repetir em desertos
Pra noutro campos serem bem mais que minhas pretensões
Serem iguais a tantos outros meus que me põe distante
Dos sonhos que não me calam
Dos medos que nunca acabam
E assim vinda do norte os caçadores
Das minhas imaginações ainda lembra-me alguém
Que a muito sei quem é
E por mais que o conheça
Fugir dele é o que me resta
Pois seus fracassos são tão familiares  
Quanto minhas próprias escolhas

Ai me vem mais uma estrela
E escuto dela seus amores
Suas aventuras
E um eu tolo e cheio de princípios inúteis
Que ainda me fazer parar e ler em seus olhos tristes

Então corro e fujo de algo que se quer decifrei
E entre as mensagens codificadas que me sugestiono
A ficar decifrando tamanhos de sentimentos que tenho por ela
O imenso medo da solidão é quem mais me escraviza
A seguir a sedução e os encantos do Anjo mais belo e triste 
Que veio do norte.






(Acabei de fazer esse poema pra uma Menina Mulher que muito me assusta ao mesmo que encanta! Mila esse poema foi feito só e unicamente pra vc.)

14 de mai. de 2011

Jurandir Bozo (OUTRO BLOG)



Reativei um espaço que levava meu nome, mas que tinha sido criado por um grande amigo-irmão (Ernani Viana) que faz parte da minha vida na forma mais presente que se possa imaginar, seja no pessoal ou no profissional. rs. Mas como ele é uma pessoa muito atarefada e corre pra lá e pra cá, acabou ficando meio que parado e um dia ele disse que eu deveria movimentar esse espaço e me passou o blog. Eu deixei o mesmo criando teias de aranhas e por esses dias eu resolvi ativar-lo. 

Esse outro blog é um espaço totalmente diferente aqui do Manicômio, lá postarei coisas relacionadas aos meus trabalhos e projetos, também postarei opiniões e criticas ligadas sempre ao universo das artes.

Espero a visita de vocês por lá. http://jurandirbozo.blogspot.com/

11 de mai. de 2011

Conta-vida (Jurandir Bozo)







Passa, passam
Os segundos correm
E menos nos restam
Por mais felizes que estejamos
O filme sempre tem seu fim
Finais felizes também
O inicio é sempre parecido
Abrem-se as portas
Entram o publico
Apagam-se as luzes
Ligam-se os projetores
Mas é no transcorrer da historia
Que o tempo rege o roteiro
Delimitando o que em essência
Deveria ser perene