29 de out. de 2010

Lacônica (Jurandir Bozo)


Prenda-me... Ata-me a te
Pois sou suspeito e sujeito aos teus encantos
E em tuas armas estão meus pensamentos presos
Então exerça a tua autoridade
Sem medo de abusos ou excessos
Use de força necessária, pois sempre estarei aqui
Do teu poder eu não fujo
E discorro em poesia
Entrego-me a lei
Primeiro a lei de Newton
Que guiaram meus olhos a te
Segundo as leis dos instintos
Que me fizeram contemplar-te
Lendo em teu silencio
Historias que nem sei se a te pertencem
Pois no fundo nada sei
Além dos elogios que oferto
E mesmo assim fantasio adjetivos
Como se esperassem de te
Socorro para livrar-me do mau
Amém

15 de set. de 2010

A Exceção e a Regra (Bertolt Breht)




Estranhem o que não for estranho
Tomem por inexplicável o habitual
Sintam-se perplexos ante o cotidiano
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam
de que o abuso é sempre a regra

12 de set. de 2010

Áudio Visual. (Jurandir Bozo)


Passeio por idéias e paixões
Uma espécie de terreno inóspito
Origem da minha vocação
E se o som da minha atmosfera não te encanta
Se todo o visual do meu globo ainda te deixa indiferente...
Pega teus discos, tua apatia contemporânea
A tua cara de nada e o seu jeito urbano de roubar idéias
Junta tudo e vá à merda!
Vá do estagio mais alto da tua incompetência
Ate o mais baixo nível da justiça que te guia.
Pois hoje já me sinto disposto
Para abarcar esse mundo esfumaçado
Orgulhoso sim, mas nunca arrogante.
Respeitoso sim, mas nunca subserviente
Ate certo ponto calado, mas nunca omisso.
No fim de todos os jogos fica algo alem dos resultados
Fica a lembrança satisfeita do que junto realizamos
E uma pequena divida,
Entre a partida, o caminho e a chegada.  
(Além da grana que ainda falta receber... rs)

25 de ago. de 2010

O Fato é Feto! (JurandirBozo)




Surpreso eu lia suas frases

Como uma sentença ao fim de uma fantasia

Fim da paixão poética que seus encantos provocavam

- Eu sempre exagerado-

Mas de súbito um sorriso me tomou a face

Era mais lindo recado que poderia ler

E eu o via colorido e cheio de estampas de bichinhos

Num tom de amarelo bem sutil

Assim entre a nossa distancia e felicidade mais intima

Que se propagara em vida

Explodindo em hormônios

Sua beleza multiplicada

Gerando um, talvez ate dois, três quem sabe...

- Como será essa futura mãe?

Será que seus conceitos de mundo se manterão?

Com um filho tudo muda tanto...

Mas fico eu a imaginar

Uma mãe carinhosa

Com um riso de alface entre os dentes... (lembra.) rs...

Cheia de amigos e conselhos

O fato é feto e o feto é seu

Cresce ganha forma, se alimenta de do que você é

Então purifique seus sentimentos

Limpe as lembranças e leve a ele a calmaria do seu olhar

Pois seus encantos múltiplos se amplificarão

Como mulher e como mãe

 A perene musa das minhas fantasias poéticas

14 de ago. de 2010

Atual (Jurandir Bozo)




Suado, cansado das horas
Relógio prolixo, cigarro amargo
Já não mais me lambuzo com os chocolates
Nem faço e prendo fumaça
Dou gargalhadas e choro só
Choro rindo do que a pouco vivi
Do adeus, da ultima foda
E não era pra ri?
Me diz você...

16 de jul. de 2010

Eu!? (Feita para mim de minhas palavras)



Sou vítima e fiz vítimas
Não estou falando em certo ou errado

Mas apenas, que vivi
O erro?
-A forma intensa
As fases misturam nossos poços vazios
E não querermos mais isso
Queremos menos intensidade
Mais calmaria
Fazer de forma sutil
Ter mais tempo para projetar
Ideais e amores
São as novas formas de ver as coisas
Quem pode me julgar?
Se a mim, é mais conveniente
Mandar todos os filósofos a merda.
Aí está, a única coisa que sei:
-Quem acredita no amor
Sou EU!








(Poema extraído de um dialogo de rompimento... Amores que vão, poesias que vem... Essa historia marcou meus dias e traços marcados nos papeis.)

7 de jul. de 2010

Dias de Vento (Jurandir Bozo)



Há dias que as palavras me fogem
E um vento melindroso
Espana o que a muito varri para os cantos
Maquiando com o cotidiano
Os detalhes que me revelavam nu
Sem tinta os palhaços perdem o encanto
E só por isso não chorei
Por medo de borrar minha fantasia
Sem amores, sem paixões
Com um colorido opaco
Que forjava minha alegria
Expansiva, encantadora
Que escondia o frustrado cagão
Que se aventurava a corajoso
Ao calar suas mais intimas verdades
Sonhos e mentiras em melodias poéticas
Do que me velam nesses dias tais devaneios
Tais virtudes que me fazem mal
O bem do outro, o amigo do outro
Tem dias que precisamos apenas de egoísmo
Egoísmo e paciência
Para esperar o vento ruim passar

17 de jun. de 2010

Amém (JurandirBozo)


Bate harmoniosamente
Numa latência intima
Polida ao gosto do nosso suor
Corações aflitos
Cavalgam compassados
No sumo estrato de nosso prazer
Dança dos animais que somos
Mulher e homem
Homem e mulher
Num entra e sai irrequieto
Nos percebemos e nus encaixamos
Que todos os anjos fechem os olhos
E gritem em êxtase
Amém... Amém!!! Amém.

2 de jun. de 2010

Dia Escuro (Jurandir Bozo)




Calem todos meus pensamentos
Preciso agora de silencio
Chega
Não tolero mais o cheiro
Do que me trouxe aqui
Nojento
Inútil
O que mais sei de mim
Além do que me parece obvio
Minha mal fadada vida
Minha vontade de morrer
Minha covardia
À merda o que achei que seria eu
Meus anseios de quase ninguém
À merda as prioridades do meu ego
Saliências da vaidade infundada
À merda todas as idéias que não me deixam dormir
Preciso de pouco
Um copo d’água
Comprimidos que atenuem a dor  
E induzam ao sono
Um espelho para que enxergue minha cara safada
E um quarto escuro onde possa fugir de mim
Para fechar os olhos e fingir que não mais existo.




Um poema para um dia infeliz.
Dedicado a mais um filha da puta que tentou pegar minha bolsa... (-como se eu fosse ou cogitasse entregar. rs...)