"Aqui se encontra idéias poéticas, aqui se encontra paixão, prazer, dor, lagrimas e sorrisos, um espaço para que eu possa postar minhas manias em escritos que não necessariamente atendem as expectativas do outro e tão pouco a formalidade ortográfica, aqui não há compromissos com acertos e sim com a ousadia da tentativa e intensidade dos sentimentos e sonhos meus."
Não somos
Sonhamos à lua
Deliramos ao sol
Entorpecemos (nos)
Não sei
Não somos
Delirei à lua
Sonhei ao sol
Embriaguei (me)
Não sabes
Não somos
Acordaste à lua
Desmaiaste ao sol
Intoxicaste (te)
O silêncio
E as palavras
São coniventes
Com todo nosso infortúnio
Com todas as nossas dúvidas.
(Pela advento da tecnologia veio essa doce menina que voa na poesia em contraste ao seu universo de exatidão concreta das medidas e formas de construção, gosto da forma que artesanalmente ela desliza suas palavras e sua sinuosidade mais sutil.)
Era uma vez uma borboleta em forma de mulher
Sutil em teus encantos e formas
Sabia e bela borboleta
Que voa a colorir meus sonhos
Sonhos breves de noites quentes
A mim ela em conto de fadas
Fabula das Gerais entre sacis e curupiras
Quais as astucias que povoam teu universo
De “borboleta pousada”
Cerebral ilustrada por Andy Warhol
Abri-me caminhos a informação
Faz-me perguntas do que não tenho respostas
Minha voz rouca ainda não tocou a tua acústica coração
Por mais que deseje mais de tua poesia
Da beleza dos teus enigmas
Ainda és uma lenda desconhecida para mim
Uma borboleta chamada Giselle.
Talvez ele saia de casa pequenino com um pandeiro a mão
E com ele (seu pandeiro) construa seu legado e seu caminho
Encantado e versando universo a fora
Talvez seja esse mesmo home que quando se cria
Não sabe o dia que há de morrer
- Mas quem sebe não é?
Assim ele conte os milhões de léguas daqui pro sol
Talvez conte e cante na direção ao sol
Ou da estrelinha que nasce e se põe às seis horas
Talvez agora todo o céu esteja em festa
Num trupe que fez essa madrugada trovejar
Quem sabe as paredes do céu
Precisassem de um cantador
Pra levantarem seus rebocos
Pra fazer os Santos pisarem no barro com força
E assim terminarem as tapagens das casas
Ou talvez esse home esteja fazendo graça pro grande criador
Tipo versando em improviso
Uma embolada pra o senhor Deus...
Ah meu Mestre aprendi a não subestimar o senhor
Sua cantoria e sapiência
Aprendi com seus trabalhos
O que a fumaça da cidade me fazia cegar
E hoje com o peito partido penso
- Não seria melhor continuar cego?
Cresci por suas mãos e de um roqueiro bem fuleiro
Assumir meu posto de palhaço popular com todo honra
Brincamos, cantamos - E sem falsa modéstia -
Encantamos a muita gente
Fui seu aluno, seu companheiro de cantoria
Seu amigo e filho de todas as suas presepadas
Mas hoje meu querido Mestre já não sei quem sou
Se sou como essa chuva que chora a celebrar tua chegada Ou se como tantos outros que também choram Por lamentar sua partida
Sem mais saber de nadas Se voltarei a ser palhaço como me ensinou Ou se voltarei aos tempos de cegueira muda
Pois homem nasce e não sabe como se cria
E quando se cria não sabe o dia que há de morrer
Ou de parar (de cantar) pra descansar Só sei meu Mestre que de hoje por diante
A minha cantoria para sempre será incompleta
Por mais que a terra gire
Sempre me faltara o Seu Grande Poder.
Para o homem Mario Francisco, vulgo Mestre Verdelinho que me levou para trilhar o caminho das artes populares, com verdade, com amor, e agora com muita saudade.
Que eu e tantos outros que o senhor ensinou possamos fazer nossos trabalhos abençoados pelo seu talento e pela sua luz.
Ontem foi um dia pra ser esquecido, pois a sua presença ainda esta aqui dentro de mim, e é só por isso que vestirei minha alma de Mateus e subirei ao palco voltando todas as minhas forças em tua homenagem. Como senhor diria – Bozo vamos fazer esse trabalho bem feitinho, tudo bonitinho que é pra agradar o pessoal.
Muito agradecido por tudo meu grande Mestre, Meu Parceiro, Meu Amigo Verdelinho.
Eu confio na minha estrutura porque ela é meu par,
Eu atraio gigantes porque eles insistem em me acompanhar,
Eu desafio meu heróis porque eu sei a arte de ganhar,
Eu provoco sua ira porque minha pele tem sede de matar,
Eu alimento meus desejos porque são eles que me fazem caminhar,
Eu posso ser o que quiser basta você me invocar,
Eu acendo minha vela só pra sentir seu corpo queimar,
Eu apago agora as luzes...
Boa Noite.
Fui sonhar...
Assim tão natural quanto o vento, nos descobrimos e firmamos um dialogo, ela encantadora no auge do pulsar da juventude, em beleza escrita e descrita em fotografias.
Hoje descubro quase que sem querer mais uma de tantas magias que em plenitude ela exerce com o dom de ser mulher, menina e contestadora cheia de indagações e questionamentos, sua inquietude é digna da alma de uma artista.
Espero que a tenham olhado com os olhos abertos para esse mundo que estar por vir, onde minha alagoas se enche de força e se redescobre em novos corações apaixonados por uma liberdade de criar sem rótulos.
Seja muito bem vinda a nossa casa, enlouqueceremos juntos aqui.