O que esperar do acaso...
Afim das proximidades e distâncias dos anos
Será então possível, na disparidade do que vivemos,
Obtermos contatos mais afáveis...?
E logo pelo esquecimento
Fez-se visível um ser presunçoso de vaidades (Eu)
Na elucidação dos elogios de outros que nos aproximou
O que sei de ti além do que mostra o teu perfil
Fotografias e discrições recortadas e escolhidas
Para transparecerem quem és pelo teu olhar
Banhado em risos e de peculiaridades que me intrigam
Numa jovialidade aparente entre bolsas e viagens
Qual será teu desejo mais obscuro
Num último dia de carnaval?
Assim te imagino quase lacônica
Palavras que sabem fugir dos meus olhares atentos
Entre o medo que meu engano provocou
E o acanhamento de imaginar-te despida
De todas as máscaras e pudores...
A impressão imprecisa de ti que hoje tenho
Entre dores e delícias da modernidade fria
Permeiam o caminho dos meus encantos
Dos meus sonhos e delírios;
Não apenas pela óbvia beleza que trezes contigo,
Pela juventude ou pela intimidade com as águas e com a natureza
Com quais venenos essa mesma natureza lhe presenteou..?
Que mal descobristes em tua tão recente vida,
Além do charme que exerce em extravagância
E que a faz sorrir de alma ainda ingênua,
Com olhos que falam por ti e por si
Numa comunicação com os deuses do universo que te cerca
Seja da terra, seja da água, seja do ar
Todos eles, assim como eu, já se rederam
Aos teus mistérios e encantos
Para uma linda moça que a curiosidade me fez conhecer, esquecer e reencontrar.
A tua beleza menina é única e com ela a vida que te cerca torna-se inédita como uma surpresa constante, seja aqui, ali ou ate mesmo na áfrica... Sempre será o que és em plenitude e primazia.
A linda menina Karla.
A linda menina Karla.
Jurandir Bozo (para tu, Karlita eu tiro todas as mascaras)


























