27 de mar de 2016

Sonhos, Desejos e Assombrações (Jurandir Bozo)


 (Uma historia de quase Amores no Jaraguá)
Um conto em V partes



Para podermos começar essa historia temos que primeiro saber um pouco sobre o tradicional bairro do Jaraguá, um bairro da cidade de Maceió, capital do estado brasileiro de Alagoas. E que em grande parte contribuiu para o desenvolvimento da cidade de Maceió por conta do seu porto, o Porto de Jaraguá, que possuía um localização privilegiada na primeiramente capitania, logo após, província de Alagoas. Graças ao porto, a cidade alcançou um crescimento tal que motivou a mudança da capital da província para Maceió. O local passou a ter um grande fluxo de comércio, contando com muitas lojas e armazéns.

Na segunda metade do século XX veio à decadência do bairro, sendo aos poucos abandonado, tanto pelo comércio quanto pelos moradores. Na década de 1990, a prefeitura iniciou um projeto de revitalização, restaurando ruas e casarões. Boates e casas de shows foram abertas, assim como uma faculdade privada, a Faculdade de Alagoas (FAL), e mais agências bancárias. Porém, nos últimos anos, o bairro novamente sofreu desvalorização, a despeito dos constantes investimentos dos governos locais.

O bairro é sede da Prefeitura, do Museu de Arte Brasileira, da Associação Comercial de Maceió e do Centro de Convenções, construído recentemente para receber eventos de grande porte na cidade.

Hoje suas belas ruas que já presenciaram os mais diversos momentos da boemia Maceioense, se encontram quase no mais absoluto abandono, sem glamour, badalações, ou poesias ébrias espalhadas pelas esquinas, regadas a paixões proibidas, a cobiça, a perversão... Seus fantasmas de uma historia rica e encantada hoje já não assombram o imaginário de seus moradores, pois o que temem  hoje é a constante violência da cidade e o abandono que vem assolando o bairro, porem sua beleza continua fascinante.





Parte I

Dos Sonhos aos Desejos Molhados



Era só mais uma noite tranquila, sem estrelas, sem lua, nada chamava atenção no céu levemente nublado, o clima meio frio era agradável para uma boa noite de sono.

As ruas pouco ouviam o som dos carros, era mais uma madrugada calma de meio de semana... Mas algo fora do comum acontecia ali, uma moça trajando roupas de dormir extremamente sexy, andava descalça pela Rua Barão de Jaraguá, não se incomodava com o pouco movimento dos carros que buzinavam e buzinavam vezes por advertência, vezes outras, por tentar uma abordagem meramente sexual. Ela apenas seguia com um olhar doce, mas compenetrado, se quer olhava para os lados, seguia e seguia como se o asfalto fosse apenas uma passarela iluminada para ela, ali, linda,descabelada, louca, descalça... Ao passar por uma das poucas remanescentes casas de shows uma musica casual a faz sorri, mas ela continuou a seguir... Sozinha, aparentando não ter medo de nada, ela foi devorando o cominho até chegar à praia. A ária fina massageando seus lindos pés e ela olhando fixamente o infinito, andando até sentar-se de frente para o mar.

Depois de um longo tempo observando o céu sem estrelas, ela levantasse e vai as águas salgadas brincar com as ondas molhando seus pés, depois lentamente suas pernas e coxas... Ate que ela entra nas águas e mergulha como se fosse se eternizar ali...

A contra luz surge à silhueta de um homem, - e ela não se assusta, espera - ele vem com a mesma expressão no olhar, chega ate a praia e segura em sua mão, olhares doces e compenetrados invadindo almas, tomando pra si o que nunca foi ofertado. Ele a beija e a abraça por traz, e assim feito concha os dois se sentem a beira mar... Ela ajoelha-se na areia e deixa apenas seus pés serem tocados pelas ondas, ele feito bicho a possui segurando em suas ancas; ela geme, ele da uma tapa em suas nádegas, ela gosta,  ele volta a bater, ela geme num misto de prazer e dor, sentindo-o em confluência com o movimento das ondas... Forte e balanceado... Suas mãos apertam a areia com força, ele começa a dizer palavra que ela nunca pensou ouvir... Arrepia-se, se excita e se assusta... Tendo a certeza que não tem mais controle sobre nada, aleia ao desejo, entregue, mas extremamente perdida, louca, seus pudores gritam em vão, ate ouvir mais... – Vadia... Safada...- Palavras sussurradas com força – Ela ouve impávida... Enquanto ele volta a repete-se indo alem – Minha Puta... É minha puta é? Minha Puta...?

Continua... 

4 comentários:

carlito peixoto lima lima disse...

Muito bom Bozo

Bellinha disse...

Pronto, mexer com a curiosidade de uma geminiana é golpe baixo. Esperando ansiosa os próximos...

Jurandir Bozo disse...

esse semana eu já posto a parte II... Grato pelos cometários meus amigos!

Carmen Roberta disse...

Caralho! Amei... Muito bom!